segunda-feira, 9 de junho de 2014

Are you ready?

As Ciências Contábeis é um ramo das ciências sociais que estuda o patrimônio e suas interações com a sociedade que o cerca.  Ela está subdivida em vários ramos, mas neste artigo iremos focar nas irmãs gêmeas: publica e privada.

A primeira a ser criada foi à contabilidade pública, através da lei nº 4.320/64 e tinha como foco o estudo do patrimônio, mas devido a interpretações equivocadas do seu teor legal, os contadores passaram a supervalorizar o orçamento em detrimento do seu enfoque principal.
O orçamento nada mais é do que o planejamento gerencial do equilíbrio contábil. Nele estão contidas as previsões de receita e as fixações das despesas, além é claro, das etapas de cada um destes entes.

Em 1976, com o advento da lei n° 6.404, as empresas em geral, passaram a ter uma ferramenta de apoio a tomada de decisão, que é a contabilidade privada. Esta sim, desde a sua gênese, estuda o patrimônio e seus impactos.

Ambas caminharam em lados opostos, até a chegada das normas aplicadas à contabilidade pública- NBCASP e as principais mudanças visam unificar a Ciência Contábil, de forma que não haja discrepâncias entre os diversos relatórios financeiros divulgados em ambos os ramos. É importante frisar que, a taxonomia do XBRL, aplicada ao setor público, utiliza estas normas, na formação do seu dicionário de dados.

A partir de 2015, a contabilidade pública passará por profundas transformações.  As principais delas se referem aos critérios de reconhecimento. Enfim, as irmãs separadas no berço se verão novamente.

Uma das principais mudanças será o fim da dificuldade de comunicação dos sistemas contábeis. Hoje, para se adquir  um equipamento, por exemplo, é necessário se utilizar de vários roteiros contábeis, com infinitos eventos, para se processar este lançamento. A partir de 2015, as contas terão marcações onde nelas poderão pagá-la, através de uma única conta contábil. Hoje, é utilizado dois passivos: um financeiro e um patrimonial para fazermos esta transação.
 Além disto, haverá a depreciação/exaustão/amortização dos bens governamentais.

Aliado a isto, muitas mudanças estão por vir. Será necessário, cada dia mais, investimentos em educação continuada, de forma que as pessoas não fiquem obsoletas e nem sejam atropeladas pelo turbilhão. As universidades ainda estão carentes de uma grade básica que incluam estas informações. Será necessária, a melhor formação deste profissional que ora adentra a vida profissional.

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