segunda-feira, 31 de março de 2014

Interoperabilidade: Um novo desafio ?



A parte que “cidadãos não precisarão ir a vários órgãos públicos para comprovar informações” muito me interessa. Assistentes Sociais trabalham diretamente com a orientação de grupos/pessoas. O impacto positivo que esta otimização provocaria é imensurável senhores !!!
E mais, a quantidade existente de órgãos públicos, de processos, etc, requer uma gestão de dados mais eficiente. Somente assim o governo poderá oferecer à população serviços eletrônicos integrados, com informações confiáveis. Torcemos por isso !!!
Rosane Feijó M. S da Cruz é Assistente Social da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, atuando desde 2004 com população em situação de rua naquela metrópole, enfrenta na rotina do seu trabalho diversas dificuldades diárias, na medida em que se depara com demandas e necessidades de sociabilização e re-inserção de pessoas na sociedade e esbarra com questões burocráticas e com a existência de inúmeros órgãos e setores a serem percorridos pela população atendida, para a efetivação dos encaminhamentos realizados.

Já havia compartilhado recentemente este comentário, que recebi para um artigo que escrevi, de uma série sobre integração de dados e processos.  Confesso que é um comentário que torna a me inquietar no momento em que revisito as apresentações e discussões acontecidas no Seminário e-PING Áreas de Integração para o Governo Eletrônico, que aconteceu nos últimos dias de fevereiro deste ano.

Lá estiveram presentes as expectativas do governo, do mercado e dos cidadãos, reafirmando a preocupação da sociedade com a interoperabilidade, integridade, acesso a informações e serviços eletrônicos de governo, expressas com profundidade pelos palestrantes, que compartilharam informações sobre o andamento e os resultados das ações que estão implementando neste sentido.

Se por um lado se evidencia a maturidade das premissas, políticas e especificações técnicas que, contidas na Arquitetura e-PING, regulamentam a utilização da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) na interoperabilidade de serviços de Governo Eletrônico, por outro se percebe ainda a necessidade de intensificarmos ações no sentido de uma governança sobre seu uso intensivo.

Se o mercado e o governo se aproximam, entendendo a importância do uso de padrões de integração para atendimento as preocupações da sociedade atual, gestores e desenvolvedores ainda se vêm debruçados no atendimento à urgência para oferecer serviços eletrônicos que, por vezes, atendem a processos que não consideram aquilo que Rosane Feijó, a assistente social mencionada logo no início, tão fortemente expressou.

As informações compartilhadas, os debates promovidos, a continuidade das discussões, que se prolongaram para além do evento, reforçam que aquilo sobre o qual devemos intensificar ações, tem nomes: gestão, governança ou governança corporativa, que é a forma como vem sendo traduzida a Entreprise Architeture.

Tema de uma das mesas – que requereu intervenção de seu moderador para terminar, na medida em que o interesse se estendia para além do tempo previsto de duas horas – as apresentações nos permitiram acompanhar diferentes visões sobre o assunto e, o mais importante, um caso de implementação no Governo Federal, pelo Ministério da Fazenda.

Minha inquietação se justifica então pela oportunidade de expandir um modelo de governança para o Governo, em um momento onde, além de contarmos com maturidade, conhecimentos e iniciativas de vulto em curso, estamos rediscutindo a e-PING, que completa este ano 10 anos.

Então, será que contamos com um novo desafio?

Daqueles desafios que reforçam e integram conquistas alcançadas, nos remetem a um novo momento, nos permitem atender expectativas de nossa sociedade, como as expressas por Rosane Feijó ?


quinta-feira, 27 de março de 2014

BPM e Interoperabilidade



Inicialmente devemos deixar claro o que é BPM – Business Process Management ou Gerenciamento de Processos de Negócios e, não menos importante, o que não é BPM. 

Segundo o CBOK v3.0 (Guia para o Gerenciamento de Processos de Negócio Corpo Comum de Conhecimento da ABPMP) BPM “é uma disciplina gerencial que integra estratégias e objetivos de uma organização com expectativas e necessidade de clientes, por meio do foco em processos ponta a ponta”. 

BPM não é uma tecnologia que se possa comprar, adotar ou utilizar em uma organização, muito embora se utilize de tecnologias para viabilizar seus objetivos. BPM também não é uma estrutura de trabalho, metodologia ou conjunto de ferramentas. 

Ainda segundo o CBOK v3.0 “a disciplina de BPM auxilia no estabelecimento de princípios e práticas que permitem as organizações serem mais eficientes e eficazes na execução de seus processos de negócio”.

Quando se aborda a questão da interoperabilidade, a dimensão processos  ganha um contorno importante, na medida em que tratamos aqui de serviços, eletrônicos ou não, disponibilizados para o cidadão (cliente) por meio de processos de negócio, utilizando-se de dados dispersos por diversos sistemas, nas três esferas e nos três poderes. 

Da mesma forma, a gestão eficaz dos processos nas organizações governamentais é essencial para que seus gestores possam tomar decisões baseadas na performance dos processos estrategicamente e globalmente definidos, aumentando a eficiência na alocação dos recursos orçamentários e a eficácia dos serviços disponibilizados para a população.

Fica claro, neste ponto, que não somente os processos (macro processos governamentais) devem ser mais eficientes e eficazes, mas também integrados num esforço coordenado de forma a obter e garantir a sinergia da Gestão Pública e, assim, alavancar seus resultados.


No decorrer das próximas semanas visitaremos temas relacionados à BPM, BPMN, Cadeia de Valor e assuntos relacionados. 

BPM Day Três Poderes e Ministério Público


No dia dezenove de março, aconteceu o BPM Day Três Poderes e Ministério Público, Brasília, no auditório JK da Procuradoria Geral da República, evento focado no compartilhamento de experiências entre os órgãos publico com a implementação de BPM.

Aberto por Nicir Chaves, Gestora Regional do DF da ABPMP Brasil e pelo Sr. Lauro Pinto Cardoso, Secretário do Ministério Público, teve como primeiro palestrante o Sr. Eduardo Noronha do Escritório de Gestão de Processos e Projetos Estratégicos da Secretaria Executiva do Ministério da Educação (MEC), que relatou a experiência com um mapeamento de processos a partir de uma visão sistêmica, iniciado em 2008 e que contribui hoje para a elaboração de decisões e no apoio das ações estratégicas tanto internas quanto externas.

A segunda apresentação foi de Camila Flavya da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), sobre o Programa de Gestão por Processos criado em janeiro de 2013 e que em sua primeira fase identificou problemas da RNP em relação aos serviços prestados, como redundância de serviços; ferramentas diferentes para setores que tinham a mesma demanda; e falta de controle gerencial na abertura dos chamados, entre outros. Camila encerrou a apresentação falando dos principais resultados e as lições aprendidas com a implementação do Programa.

A terceira e ultima apresentação no período da manhã teve como tema: Vencendo resistências com resultados e o objetivo foi mostrar o Modelo de Gestão por Processos do Supremo Tribunal Federal (STF). Antônio Rabelo, líder do Escritório de Processos do STF começou a apresentação discursando sobre as resistências que a alta direção teve para a implementação da política de processo, seguido por Patricia Maria Bastos que, responsável pela implantação do Modelo de Gestão por Processos no STF, apresentou as etapas programa esclarecendo sobre a criação da cadeia de valor; o levantamento dos processos a serem mapeados; a escolha da metodologia integrada; as dinâmicas utilizadas para vencer as resistências; como aconteceu a criação do escritório de processos; a identificação das melhorias e resultados efetivos; e como manter os bons parceiros institucionais.


Ao término da manhã, o Sr. Alexandre Guimarães do Ministério da Defesa, coordenou a Mesa Redonda onde foram debatidas e respondidas as questões e perguntas levantadas pelos participantes.

Para outras informações visite a página da ABPMP no Facebook.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Seminário sobre Redes Sociais e e-Gov

Bom dia, hoje estou aqui para convidar vocês a  participarem da 3ª edição do Seminário sobre Redes Sociais e e-Gov que acontecerá nos dias 29 e 30 de abril em  Brasília.
               
É um evento multitemático pensado para agentes públicos e estudiosos da Administração Pública que reconhecem a importância da utilização das Redes Sociais na melhoria do relacionamento e prestação de serviços ao cidadão como forma de viabilizar a transparência na gestão pública.

Nesta edição o evento está com muitas novidades. A maior delas é a abertura de inscrição de cases de instituições públicas que desejavam compartilhar suas experiências no evento. Foram dezesseis instituições inscritas e com mais de mil votos três foram selecionadas:

  • Controladoria Geral da União falando sobre a Campanha pequenas corrupções nas redes sociais;
  • Governo do Estado de Santa Catarina falando sobre a Diretoria de Novas Mídias e Inovação;
  •  Prefeitura de Curitiba que está com um perfil super polêmico nas redes sociais.

A programação é repleta de instituições públicas e soluções tecnológicas para a comunicação entre governo e sociedade.

O Colab.re – aplicativo urbano que ganhou o prêmio de melhor app do mundo e a Taqtile – empresa que criou o app da posse do Obama estarão apresentando suas soluções.

Ministério da Saúde, Itamaraty, Secretaria de Planejamento do Estado de Minas Gerais e Superior Tribunal de Justiça também estarão contando suas histórias no evento.

O investimento será de R$ 720,00, valor referente ao 1º lote, está incluso nesse valor, almoço para os dois dias, 4 coffee break, material didático e o certificado equivalente a 16 h/aula.

Para inscrições e demais informações, clique aqui.

 Acesse o site do evento



segunda-feira, 24 de março de 2014

Sobre o Seminário e-PING (04)

"Integrar o estado brasileiro passa pelo uso intensivo de padrões de interoperabilidade pela União, Estados e Municípios", poderia ser a chamada para a apresentação da iniciativa conduzida pela Empresa Municipal de Informática da Cidade do Rio de Janeiro - IPLAN RIO - vinculada à Secretaria Municipal da Casa Civil.

Márcia Lima, Diretora de Tecnologia da IplanRio, compartilhou com os participantes do seminário informações sobre a iniciativa e-PINGRIO, que já apresenta resultados em termos de interoperabilidade e de governança corporativa, envolvendo órgãos e entidades no município do Rio de Janeiro.

A experiência apresentada ratifica que a implantação de uma Arquitetura de Padrões Tecnológicos com foco na interoperabilidade, alinhada ao e-PING do governo federal , se mostra viável e imprescindível, não somente para melhor gerir e otimizar o cenário atual de TIC do município do Rio de Janeiro, onde coexiste uma grande diversidade de tecnológias, como também permite absorver de forma planejada as pressões geradas pela evolução tecnológica mitigando os prejuízos gerados pela obsolescência.

Segundo Marcia Lima, o projeto estratégico de implantação da e-PINGRIO além trazer um ganho de gestão, promove uma mudança cultural na organização, que viabiliza uma ampla discussão e colaboração do seu corpo funcional desde o inicio do processo de construção do padrão.

O catálogo da e-PINGRIO pode ser consultado na web no endereço http://www.rio.rj.gov.br/web/iplanrio e, para ver a apresentação do IPLAN basta clicar aqui.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Sobre o Seminário e-PING (03)

Um dos conjuntos de apresentações de maior repercussão após o Seminário e-PING Áreas de Integração para o Governo Eletrônico foi o da Mesa 3, sobre Arquitetura Empresarial e Governança Corporativa.

A mesa contou com a participação de três grandes especialistas no assunto, Atila Belloquim, da GNOSIS IT Knowledge Solutions; Alexandre Coutinho, do SERPRO e Fernando Barbosa, da Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda.

Tendo como foco “como a Arquitetura Empresarial e a Governança Corporativa podem contribuir para a melhoria da gestão transversal no Governo”, os palestrantes conseguiram promover a convergência das expectativas abordadas nas demais mesas, apresentando um modelo aplicável para o governo.

Destaque para trechos da apresentação de Fernando Barbosa, ressaltando que a discussão sobre governança nasce da necessidade de lidar com a complexidade e diversidade dos órgãos, de contar com um planejamento integrado e o monitoramento dos seus desdobramentos; e que, discutir “governança pública” só é possível tendo-se idéia do valor que se gera para a sociedade, para o cidadão.

Assista ao vídeo do dia 26/02, com as apresentações 3 e 4 e mesas 3, 4 e 5.







Sobre o Seminário e-PING (02)




Novos elementos direcionadores, trazendo a expectativa da mudança e o que está sendo discutido no processo de repensar a e-PING, puderam ser identificados nas falas dos representantes do Governo durante o Seminário Áreas de Integração para o Governo Eletrônico.

Gilberto Paganotto, Diretor-Superintendente do SERPRO, em sua fala de boas vindas, reafirma a importância da interoperabilidade para a Administração Pública Federal e ressalta que padrões são úteis para melhorar a qualidade dos serviços prestados para o governo e os cidadãos.

Representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, coordenadores e suplentes dos grupos de trabalho que compõe o GT 5 – Áreas de Integração para o Governo Eletrônico, evidenciando uma visão altamente convergente, fizeram registros importantes em suas apresentações, entre eles:

- a necessidade de uma gestão quanto à implementação de padrões e a importância que as plataformas de integração e interoperabilidade do Governo sejam somente uma aos olhos do cidadão (Nazaré Bretas, Secretaria Adjunta da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação – SLTI/MP)

- a importância do alinhamento entre os atores envolvidos nos Projetos Estratégicos para um desenvolvimento harmônico no Governo, tendo o monitoramento dos projetos o foco de garantir a aderência aos objetivos do Governo e o aporte do ferramental adequado para o seu desenvolvimento (Elise Gonçalves, representando o Chefe da Assessoria Especial de Modernização da Gestão – ASEGE/MP)

- a importância da qualidade do dado para a qualidade dos aplicativos e suas informações, sendo uma condição premente resolver as diversas ambigüidades existentes entre os órgãos e seus sistemas, para que se possa contar com serviços eletrônicos de maior qualidade (Miram Chaves, Diretora de Programas da Secretaria Executiva – SE/MP)

- o entendimento que o novo desafio da e-PING é constituir um referencial para os Órgãos sobre padrões, projetos e iniciativas de interoperabilidade, bem como que a Arquitetura de Referencia deverá ser a plataforma de interoperabilidade do Governo (Hudson Mesquita, representando o Diretor de Governo Eletrônico – DGE/SLTI)

- a certeza que os serviços públicos podem ser qualificados a partir de quatro grandes blocos (tempo, espaço, atenção e recursos), devem contar com a visão da participação dos diversos atores envolvidos e considerar que as atividades-meio não precisam ser publicadas, mas devem ser consideradas nesta visão (Alexandre Kalil, Coordenador-Geral na Secretaria de Gestão Pública – SEGEP/MP)

- a percepção que as discussões em relação a padrões e integração avançam, a participação se amplia e mercado e governo se aproximam, tendo como objetivo comum fazer acontecer a interoperabilidade (Marcus Vinicius, Coordenador GT 5 e-PING e Coordenador de Projeto na Coordenação Estratégica de Tecnologia – CETEC/SERPRO)

A TEMA, revista publicada pelo SERPRO, apresenta em sua edição de fevereiro de 2014 um artigo sobre a Evolução da e-PING.  Leia aqui o artigo da página 42.




quinta-feira, 13 de março de 2014

Vamos lá mulheres.


No final de março em Goiânia ocorrerá o 2º. Encontro Nacional de Mulheres na Tecnologia com palestras, workshops e hands on envolvendo temas como: Tendências, Robótica, Carreira, Negócios e Relações de Trabalhos e Gênero.

Luciana Mota, que coordena atualmente o Subgrupo de Trabalho do Padrão Modelo Global de Dados (SGT MGD), na Arquitetura e-PING de Interoperabilidade, será uma das palestrantes.  Em suas palestras ela estará compartilhando informações sobre as realizações do grupo em 2013 e as expectativas em relação a 2014-2015, recentemente discutidas no Seminário e-PING Áreas de Integração para o Governo Eletrônico.




É um momento especial, animem-se e venham compartilhar ideias com as mulheres da área de Tecnologia da Informação no Brasil.

Para inscrições e demais informações clique aqui .





Sobre o Seminário e-PING







Aproximadamente 300 representantes de órgãos dos governos federal, estadual e municipal, academia e mercado vão elaborar Planos de Trabalho que visam a melhoria dos serviços eletrônicos oferecidos à sociedade (cidadãos, mercado e o próprio governo).

Esse é o principal resultado do Seminário e-PING Áreas de Integração para o Governo Eletrônico, realizado nos dias 25 e 26 de fevereiro.

Ao discutirem o que está sendo realizado sobre a integração e interoperabilidade nas dimensões tecnológica, semântica e organizacional, os participantes identificaram novas expectativas – inclusive as expressas pela Estratégia Geral de Tecnologia da Informação-EGTI – e realizaram avaliações sobre o que já foi e está sendo realizado nos diversos segmentos do governo e da academia.

O evento foi aberto ao publico interessado no tema, e teve como objetivo divulgar os elementos direcionadores, os trabalhos realizados e as iniciativas a serem desenvolvidas entre este ano e 2015.

Vejam aqui as apresentações realizadas nos dois dias do evento, as fotos e os vídeos.