Pular para o conteúdo principal

Postagens

Política e Implementação do Governo Eletrônico Brasileiro - parte II

Por Valéria Esther Nigri Musafir No último artigo do blog apresentei a introdução e a metodologia utilizada no capítulo que escrevi “Brazilian e-Government Policy and Implementation” do livro "International e-Government Development: Policy, Implementation and Best Practice" (Musafir, 2018).



Em artigos anteriores [1] e [2]abordei o desenvolvimento do governo eletrônico e a participação eletrônica do Brasil pela perspectiva da ONU, no período de 2008 à 2016. Neste artigo serão apresentados os resultados da pesquisa com relação as 3 categorias de e-governança, segundo categorização da UNESCO, contendo os elementos de governo eletrônico por mim classificados nessas categorias, a saber: e-serviços; e-administração (interoperabilidade e integração, padronização e sistemas estruturantes); e e-democracia (dados abertos e transparência; e-participação). e-Serviços A preocupação em melhorar e ampliar a oferta de e-serviços à sociedade foi observada em três planejamentos estratégicos d…

As nove Visões do FACIN – Parte 9 – Programas e Projetos

Olá!
No artigo anterior abordamos a Visão de Segurança do Framework de Arquitetura Corporativa para Interoperabilidade no Apoio à Governança (FACIN). Neste 9º artigo da série apresentaremos a Visão de Programas e Projetos.
Conforme descrito no artigo sobre a Visão de Estratégia, o planejamento estratégico tem como objetivo principal fornecer direcionamento comum a ser seguido por toda a organização. 
A materialização do planejamento estratégico ocorre por meio do cumprimento das ações necessárias para o alcance dos objetivos estratégicos e para o preenchimento das lacunas de desempenho, existentes entre o desempenho atual e as metas futuras. Frequentemente, as ações são agrupadas em programas que se desenvolvem através da execução de projetos. Um programa, portanto, é um conjunto de projetos relacionados, gerenciados de um modo coordenado, a fim de obter benefícios não disponíveis se gerenciados individualmente. Um aspecto importante do programa é que ele é orientado a benefícios, en…

Manifesto da Agilidade de Negócio - Parte 2

Por Antonio Plais

Esta série de postagens discute o Manifesto da Agilidade de Negócio, de autoria de John Zachman, Roger Burlton e Ronald G.Ross (disponível também em Português), e que defende que a agilidade no desenvolvimento de software está longe de entregar a tão esperada agilidade (e os resultados) desejados pelo negócio. O Manifesto é estruturado em torno de um conjunto de Imperativos Gerais de Gestão de Negócio e Princípios que, se adequadamente praticados, podem efetivamente mudar a forma como as organizações funcionam e, por conseguinte, possibilitar a criação de uma operação de negócios ágil e dinâmica
Na nossa postagem anterior, apresentamos os dois primeiros Imperativos Gerais de Gestão de Negócio: Facilitar a Mudança do Negócio e Criar Valor para Clientes, Acionistas, Comunidade, Posteridade etc. Continuamos com mais dois Imperativos. Imperativo III: Implementar Estratégias de Negócio – Garantir que as Operações do Negócio Implementam as Intenções Estratégicas do NegócioNo…

Arquitetura dos Frameworks das Cidades mais Inteligentes do Mundo

Por Sergio Akio Tanaka
RESUMO No primeiro artigo foi apresentado como são classificadas as cidades mais inteligentes do mundo. No segundo mostramos a relação dos frameworks e suas influências nas cidades mais inteligentes. Neste artigo é apresentado um estudo da arquitetura e o relacionamento dos principais frameworks e códigos de governança utilizados pelas respectivas cidades.
1 FRAMEWORKS DAS CIDADES MAIS INTELIGENTES A Tabela 1 apresenta a relação entre frameworks/códigos de governança utilizados e as cidades mais inteligentes do mundo de acordo com o IESE (2017). Nas seções seguintes são apresentadas as arquiteturas dos frameworks de acordo com as cidades relacionadas.
1.1 Cidade de Nova Iorque, Boston, São Francisco e Washington D.C. – EUA As cidades de Nova Iorque, Boston, São Francisco e Washington D.C., dos Estados Unidos (EUA) utilizam o Federal Enterprise Architecture Framework (FEAF).
O FEAF foi construído para ser inserido nas organizações e para suporte à prestação de serviços …

Desafio de mineração de processos: Concessão de subsídio – parte 3

Por Tales Costa
No último post passei uma descrição resumida do Log de Eventos que registra a execução do processo de concessão de subsídios a agricultores alemães pelo European Agricultural Guarantee Fund (EAGF), que foi selecionado para o Business Process Intelligence Challenge 2018 (BPIC 2018).
O Log de Eventos foi fornecido pela organização “data experts” e contém registros extraídos do “profil c/s”, sistema corporativo usado pelo Ministério da Agricultura alemão, referentes ao processamento das solicitações de subsídio no período de 2015 a 2017. O Log foi fornecido em duas formas distintas:
a) Um único arquivo contendo todos os eventos registrados no “profil c/s”, totalizando 43.809 solicitações processadas através de 2.514.266 eventos. Sendo que a solicitação mais curta contém apenas 24 eventos, enquanto que a mais longa alcança 2.973 eventos. Ao todo, o Log contém 41 tipos de eventos distintos e uma média de 57 eventos por caso;
b) Um conjunto de 8 arquivos, cada um contendo…

Bons identificadores universais (URIs) para a publicação de Dados Abertos (Conectados) – parte 02

Por Thiago Ávila*
Dando continuidade à nossa série de artigos sobre Dados Abertos (conectados), continuamos apresentando a quinta melhor prática para a publicação de Dados Abertos Conectados, aplicando-os no contexto Governamental. Estes artigos têm como fundamentação a dissertação de mestrado, Uma Proposta de Modelo de Processo para Publicação de Dados Abertos Conectados Governamentais”[1], onde desenvolvi uma revisão de literatura que identificou 70 recomendações para a publicação de Dados Abertos Conectados Governamentais, distribuído entre as 10 melhores práticas estabelecidas pelo W3C[6], que estão sendo exploradas em continuidade a esta série de artigos aqui no blog, sétimo artigodessa série.

Para identificar recomendações voltadas a implementar a quinta melhor prática, “5.Estabelecer bons identificadores universais (URIs)”, foi estabelecida a seguinte questão de pesquisa: O que os processos de publicação de dados abertos (conectados) recomendam a ser feito para contemplar a mel…