quinta-feira, 22 de junho de 2017

Planejamento das Entregas em conformidade com a Lei das Estatais - Parte 3

No post anterior abordamos as entregas do Nível 2 - Expandido de Maturidade em Governança Corporativa para ficarmos em conformidade com a Lei das Estatais no dia 01 de julho de 2018.

Nesta postagem abordaremos o alinhamento das entregas do Nível 3 - Institucionalizado de Maturidade, com a legislação e com o FACIN, que poderão ser implementadas nas empresas públicas através do Modelo em Rede de Maturidade em Governança Corporativa.

O Modelo pode ser acessado em: https://kumu.io/Guto/maturidade-em-governanca

Essa fase é composta de entregas que são relacionadas às práticas do Nível 3 e priorizadas de acordo com a Matriz RACI de Responsabilidades destacadas na figura 1.

Figura 1 – Entregas do Nível 3 - Institucionalizado de Maturidade

Siglas utilizadas nesse artigo: Conselho de Administração (CA), Comitê de Auditoria Estatutário (CAE), Conselho Fiscal (CF), Governança Corporativa (GC), Recursos Humanos (RH) e Ferramenta utilizada para atribuição de responsabilidades (RACI).

O mapa destaca as entregas do Nível 3 - Institucionalizado de Maturidade relacionadas com as seguintes Práticas:

·       A remuneração paga à Diretoria, ao CA e ao CF é divulgada em blocos distintos.
§  Remuneração paga à Diretoria

·       CA e CF têm orçamentos próprios e autonomia para gerenciá-los.
§  Regimento CAE
§  Dotação Orçamentária Conselhos

·       Cargos de Diretor-Presidente e Presidente do CA não são ocupados pela mesma pessoa.
§  Estatuto Social
§  Política de Gestão de Pessoas

·       Há canal direto de comunicação com o CA (ouvidoria e/ou canal denúncias).
§  Canal de Denúncias

·       Há política de operações com partes relacionadas.
§  Política de Transações

·       Há política de prevenção e combate a atos ilícitos.
§  Código de Ética

·       Há política sobre atos gratuitos.
§  Código de Ética

·       Há políticas de divulgação de informações e uso de informações privilegiadas (insider information).
§  Política de Divulgação
§  Carta de GC
§  Regimento CA

·       Há procedimento sistemático de convocação, realização de reunião e registro de deliberações em AG, reuniões do CA, reuniões do CF e Comitês.

·       Há profissional ou área dedicada ao tema GC.
§  Carta de GC

·       Há, como um dos comitês de assessoramento ao CA, o Comitê de Auditoria.
§  Regimento CAE

·       Há, como um dos comitês de assessoramento ao CA, o Comitê de GC.
§  Regimento do Comitê de GC

·       Há, como um dos comitês de assessoramento ao CA, o Comitê de RH e remuneração.
§  Política de Gestão de Pessoas

·       O CA e o CF têm agendas anuais de prioridades e calendário de reuniões.
§  Agenda de Prioridades

·       O CA é o principal componente do sistema de GC da Companhia e seu principal protetor.

·       Matriz RACI 3 – Entregas priorizadas para o nível 3:
§  Minuta do Estatuto Social
§  Minuta do Regimento Interno CA
§  Política de Transações
§  Política de Gestão de Pessoas
§  Política de Divulgação
§  Minuta do Regimento Interno CAE
§  Remuneração paga à Diretoria
§  Dotação Orçamentária Conselhos
§  Canal de Denúncias
§  Minuta do Regimento do Comitê de GC
§  Carta anual de governança corporativa
§  Agenda de Prioridades
O planejamento da execução de cada entrega do Nível 3 pode ser acompanhado pelo Comitê de Governança Corporativa através da seguinte matriz:

Figura 2 – Matriz RACI das Entregas do Nível 3 - Institucionalizado  de Maturidade
A entrega da Minuta de Regimento Interno do CA está relacionada com a visão Governança, Risco e Conformidade dFACIN.
Acesse aqui o detalhamento completo das práticas de governança e suas respectivas entregas em conformidade com a Lei. 
No próximo artigo abordaremos as entregas referentes às práticas do Nível 4 - Aprimorado de Maturidade em Governança Corporativa, não percam!
Autores: Guttenberg Ferreira Passos, João Souza Neto e Pedro Bramont

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A Internet das Coisas e os Processos de Negócios

Com certeza você já ouviu falar em IOT, a sigla de Internet of Things ou Internet das Coisas. E provavelmente já viu notícias divulgando eventos sobre o assunto, assim como iniciativas e planos de governos promovendo essa nova onda. Mas provavelmente não sabe bem como essas “coisas” vão afetar você ou seu trabalho. E nisso, com certeza, você não está só.

Neste post falo da IOT na perspectiva dos processos de negócios, focando nos impactos nos modelos e processos de negócio das organizações. Afinal, espera-se que a IOT possibilite às organizações aumentar sua flexibilidade, eficiência e agilidade, o que, sem dúvida, não acontecerá sem muitas mudanças.

Provavelmente você já sabe que a IOT é uma rede de objetos interconectados através de uma rede IP. Mas qual a novidade nisso? Já faz muito tempo que você usa diariamente computadores, tablets e celulares interconectados em redes IP. A diferença, é que esses objetos têm como função o processamento e a comunicação de informações, mas não interagem diretamente com o mundo físico. Na IOT, os objetos conectados interagem com o ambiente físico, seja como sensores que capturam informações do ambiente, seja como atuadores que alteram variáveis desse mesmo ambiente.  

A IOT não é um projeto de uma possível rede futura, já existem muitas aplicações dela, mesmo que ainda de forma restrita e abrangência limitada. Como já disse o escritor William Gibson “… o futuro já chegou, apenas ainda não está bem distribuído”. Estima-se que existam mais de 6 bilhões de dispositivos conectados em 2016, e de que até 2020 eles serão mais de 20 bilhões. Aplicações residenciais com luminárias, sistemas de alarme, termostatos e aspiradores conectados existem já faz algum tempo, sem falar em serviços com o Waze que transformam seu smartphone em um dispositivo IOT. Mas o maior impacto econômico provavelmente acontecerá nas interações de negócio entre organizações, e não é por menos que ela é um dos principais componentes de iniciativas como a Indústria 4.0 ou Internet Industrial, que buscam promover a digitalização das organizações e processos industriais.

Independentemente do mercado de consumo ou industrial, o uso de IOT implica no processamento de grande volume de dados gerados pelos dispositivos. Mas, o valor real não está nos dados em si mas no que pode ser feito com eles. É necessário transformá-los em informações que levem a ações (actionable). Sem isso, os dados significarão apenas mais custo para a organização em vez de uma vantagem competitiva. E para alcançar seu potencial de valor os dados da IOT devem estar conectados com os processos e regras de negócio. Por exemplo, quando todos os envolvidos em um processo logístico podem se comunicar continuamente é possível maximizar a realização das entregas e, ao mesmo tempo, minimizar custos e prazos. Mas apenas a comunicação e intercambio de dados não será suficiente se não existir inteligência para otimizar os agendamentos e a alocação de recursos, e os resultados poderão ser ineficazes se não forem atendidas as definições dos processos e regras de negócio.

A diversidade de dispositivos na rede IOT implica em múltiplas interfaces para interação entre pessoas e “coisas” interconectadas, reduzindo as interações manuais atuais e mudando a forma como os usuários interagem com os sistemas e processos. O uso de dispositivos sensores e atuadores, alavancados por tecnologias de visualização e localização, possibilitam ligar modelos virtuais ao mundo físico, conectando o mundo virtual ao mundo real. Uma classificação simplificada divide os dispositivos conectados em 3 tipos:
  • Simples – dispositivos que recebem dados do ambiente (sensores) e os transmite a outro nó da rede, ou recebem dados da rede para exercer uma ação sobre o ambiente (atuadores). Nos dois casos, o dispositivo simples tem baixa, ou nenhuma, capacidade de processamento e decisão (por exemplo: termômetros, detectores de movimento, chaveadores, etc.);
  • Semi-inteligentes - dispositivos que além de atuar como sensores/atuadores possuem alguma capacidade local para armazenar e processar informação;
  • Inteligentes – dispositivos com capacidade computacional suficiente para processar regras, tomar decisões e interagir com pessoas e máquinas;
É como se dispositivos simples fossem os olhos, ouvidos e mãos da rede, enquanto que os com capacidade computacional correspondem ao cérebro. Mas, diferentemente dos organismos físicos, na rede IOT é possível distribuir capacidade computacional nas pontas, o que significa descentralizar a inteligência. E a medida que cai o custo de embutir capacidade computacional nos dispositivos, mais inteligência pode ser deslocada para as pontas.

Deslocar inteligência na rede possibilita distribuir a coordenação e execução de atividades dos processos, assim como a aplicação de regras de negócios. Em outras palavras, acrescentar inteligência nas pontas implica em capacitar as “coisas” da IOT para atuar como agentes ativos do processo, que podem identificar padrões nos eventos e realizar tomadas de decisão para executar as ações previstas pelos processos e regras de negócios. A IOT deverá ser mais disruptiva para os processos de negócio do que estão sendo os smartphones, que possibilitam que o aplicativo móvel substitua a web como principal ponto de acesso aos sistemas da organização.

A integração de dispositivos inteligentes e conectados nos mais diversos produtos físicos levará a modificações significativas nos processos de negócio, como já sinalizam alguns exemplos:
  • Um hospital utiliza dispositivos médicos conectados (ex.: medidores de pressão, eletrocardiógrafos, monitores de glicose, bombas de insulina,…) para que a equipe médica possa avaliar remotamente os sinais vitais dos pacientes e decidir se devem examinar o paciente pessoalmente ou instruir cuidadores sobre o tratamento mais adequado;
  • A Airbus usa dispositivos laser para projetar imagens na fuselagem de aeronaves para orientar o trabalho de técnicos na linha de montagem. Usando uma combinação de tablet e sensores, os técnicos acessam um modelo 3D com aplicação de realidade aumentada, visualizando o modelo na perspectiva da sua localização no chão de fábrica e complementado com dados atualizados da produção;
  • Na Feira de Hannover, em 2014, a Siemens demonstrou uma linha de montagem real associada com um modelo virtual 3D usado em ambiente de simulação. Sensores na linha de montagem física enviam dados de movimentação que atualizam a simulação em tempo real; 
  • A Indústria 4.0 prevê uso de memória nos produtos industriais, possibilitando armazenar nos produtos dados de configuração, instruções de trabalho e histórico de produção. Produtos “inteligentes” poderão informar diretamente as células de produção sobre o que precisa ser feito;
  • Aplicações de manutenção preditiva para aumentar a eficiência e qualidade operacional, utilizando dispositivos sensores para análise de temperatura, vibrações, som e outras variáveis possibilitam a detecção de problemas antes que eles resultem em falhas nos equipamentos.
Além de dar origem a novos modelos de negócios, a IOT poderá também  promover a renovação de modelos existentes. Um exemplo é a “servitização”, denominação que identifica a tendência de fabricantes de equipamentos passar de fornecedores de bens de capital para fornecedores de serviços. O conceito não é novo, mas ganha folego com a capacidade da IOT que possibilita ao fabricante cobrar o cliente conforme o uso do produto e ofertar serviços adicionais sob demanda. Um equipamento pode ter sua capacidade, ou desempenho, controlada por software, de modo que o fabricante pode oferecer aos clientes opções para aumentar o nível de desempenho por um período determinado. Organizações tradicionais como GE e Rolls-Royce já oferecem turbinas de avião como serviço, cobrando por hora de vôo.

Mas junto ao potencial aumento de receita, agilidade e reduções de custo, a IOT traz uma complexidade inerente ao grande número de pessoas, sistemas e “coisas” que devem ser habilitados a interagir em situações e contextos dinâmicos. Além de mudar a forma de utilizar sistemas e tecnologias existentes é necessário introduzir novos métodos e tecnologias. As soluções de BPMS (Business Process Management Suite) convencionais atuam como controle centralizado que coordena a execução do processo do início ao fim. A introdução de dispositivos IOT no processo de negócio abre a possibilidade de uma atuação mais colaborativa entre os agentes do processo, que podem responder diretamente aos eventos detectados, sem esperar o acionamento pelo BPMS. Ou o BPMS pode combinar regras de negócio com algoritmos analíticos para reconhecer a ocorrência de padrões nos eventos e dados produzidos pelos dispositivos conectados e assim acionar pessoas, sistemas e outros dispositivos para realizar ações no processo.

Além das mudanças nos processos de negócio, a introdução da IOT deverá ser um desafio especial para as áreas de TI e Engenharia/Operações. Gerir centenas ou milhares de dispositivos conectados é um desafio operacional, principalmente quando esses dispositivos estão embutidos em outros equipamentos. A IOT será também um desafio para as divisões convencionais de responsabilidades e atuação entre as áreas de TI e Engenharia/Operações nas organizações industriais. A convenção atualmente mais comum é que a TI é responsável pela infraestrutura de hardware e software ligada aos sistemas de informação da organização, enquanto que a Engenharia/Operações é responsável pela infraestrutura diretamente associada ao processo produtivo. No contexto da IOT, a estrutura gerenciada pela TI está fortemente interconectada com a infraestrutura de produção da Engenharia/Operações, através das máquinas, equipamentos e dispositivos distribuídos nas áreas e linhas de produção. É possível que gradualmente essas áreas sejam unificadas, como já vimos acontecer em operadoras de telecomunicações.

Se você tiver interesse em saber mais, segue uma lista de referências com informações mais detalhadas e melhor apresentadas sobre os assuntos tratados aqui:
E até o próximo post

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Planejamento das Entregas em conformidade com a Lei das Estatais - Parte 2

No post anterior abordamos as entregas do Nível 1 de Maturidade em Governança Corporativa para ficarmos em conformidade com a Lei das Estatais no dia 01 de julho de 2018.

Nesta postagem abordaremos o alinhamento das entregas do Nível 2 - Expandido de Maturidade, com a legislação e com o FACIN, que poderão ser implementadas nas empresas públicas através do Modelo em Rede de Maturidade em Governança Corporativa.

O Modelo pode ser acessado em:

Essa fase é composta de entregas que são relacionadas às práticas do Nível 2 - Expandido de Maturidade e priorizadas de acordo com a Matriz RACI de Responsabilidades destacadas na figura 1.

Figura 1 – Entregas do Nível 2 - Expandido de Maturidade

Siglas utilizadas nesse artigo: Conselho de Administração (CA), Conselho Fiscal (CF) e Ferramenta utilizada para atribuição de responsabilidades (RACI).

O mapa destaca as entregas do Nível 2 - Expandido de Maturidade relacionadas com as seguintes Práticas:

·     A renovação contratual da auditoria independente está condicionada a uma avaliação formal e documentada.
§  Avaliação dos Administradores

·       Há política de alçadas decisórias.
§  Regime de Alçadas

·     Há uma área responsável por propor, monitorar e avaliar a adequação dos controles internos, políticas, normas e procedimentos da Companhia.
§  Área de Integridade e Riscos
§  Relatórios de Controle Interno

·  O CA monitora a implementação das recomendações referentes a demonstrações financeiras, controles internos, políticas e procedimentos.
§  Demonstrações Financeiras

·        O CF da companhia é permanente.
§  Regimento CF
§  Estatuto Social

·    O conceito de segregação de funções permeia todos os processos da companhia.
§  Política de Gestão de Pessoas

·      Os acordos com efeitos societários na companhia estão disponíveis a todos os sócios.

·   Os mandatos no CA e na Diretoria Executiva têm tempo determinado e recondução condicionada a alguma avaliação formal de desempenho.
§  Avaliação Formal de Desempenho

·        Matriz RACI 2 – Entregas priorizadas para o nível 2:
§  Área de Integridade e Riscos
§  Minuta do Regimento Interno CF
§  Minuta do Regimento do Comitê Estatutário
§  Avaliação formal de desempenho

O planejamento da execução de cada entrega do Nível 2 pode ser acompanhado pelo Comitê de Governança Corporativa através da seguinte matriz:

Figura 2 – Matriz RACI das Entregas do Nível 2 - Expandido de Maturidade

A entrega Área de Integridade e Gestão de Riscos está relacionada com a visão Governança, Risco e Conformidade do FACIN.

Acesse aqui o detalhamento completo das práticas de governança e suas respectivas entregas em conformidade com a Lei.

No próximo artigo abordaremos as entregas referentes às práticas do Nível 3 - Institucionalizado de Maturidade em Governança Corporativa!

Autores: Guttenberg Ferreira Passos, João Souza Neto e Pedro Bramont

terça-feira, 6 de junho de 2017

Interoperando dados - Plataforma Digital GovData

No dia 05 de maio deste ano o Ministério do Planejamento lançou a Plataforma de Análise de Dados do Governo Federal (GovData) que é uma plataforma digital que está reunindo as principais bases de dados do governo federal e pretende aumentar sua abrangência ainda em agosto deste ano.

A ideia é permitir aos órgão do Governo o acesso mais ágil a informações e o cruzamento de dados de órgãos da administração pública.

Ela começou a funcionar com as seguintes bases:
- Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape)
- Sistema de Gestão de Pessoas do Governo Federal (Sigepe)
- Sistema de Informações Organizacionais do Governo Federal (Siorg)
- Sistema de Compras do Governo Federal (Comprasnet)
- Sistema de Concessão de Diárias e Passagens (SCDP)
- Cadastro de Pessoa Física (CPF)
- Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ)
- Cadastro Único Social (CadUnico)
- Benefício de Prestação Continuada (BPC)
- Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), composto pelas 5 bases de dados abaixo: Maciça, GFIP, Segurado Especial, Contribuinte Individual e CNIS Pessoa Física.
- Relação Anual de Informações Sociais (RAIS)
- Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
- Sistema Informatizado de Controle de Óbitos (Sisobi)
- Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi)
- Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam)
- Registro Nacional de Carteira de Habilitação (Renach)

O GovData não oferece somente acesso aos dados, mas também a uma infraestrutura contendo serviços para acesso, cruzamento e análise das informações a um custo bem menor do que o praticado atualmente. A ideia também é que cruzamentos e análises realizados por um determinado órgão, fiquem disponíveis para outros órgãos.

Com certeza essa iniciativa pode ajudar a ampliar a eficiência na utilização de recursos públicos, aprimorar políticas públicas e auxiliar no combate à corrupção. Com a GovData será possível, por exemplo, fazer o cruzamento de dados de programas sociais com a renda de cidadãos de forma mais rápida e descobrir se uma pessoa que já morreu continua recebendo um benefício social (Fonte: idgnow).

A expectativa é uma economia de cerca de R$20 milhões por ano além de ampliar e melhorar a qualidade da oferta de serviços digitais. Imagina você não precisar mas apresentar informações e documentos que o Governo já possui mas é incapaz de acessar porque está em “outro lugar”. Uma maravilha!

Em termos de transparência pública, esperamos que a iniciativa só venha a melhorar. Este é um passo importantíssimo no sentido de prover não somente acesso a informação, mas também de facilitar o uso, garantir qualidade, melhorar entendimento e garantir a auditabilidade de processos e informações. Ainda que inicialmente somente para órgãos do Governo.

O que achei bastante interessante é que o site apresenta as tecnologias e ferramentas, e oferece inclusive tutoriais para quem desejar aprender. Essa transparência de como “as coisas são feitas” ainda está no início, mas eu, como pesquisadora, vejo um mundo de possibilidades para o que chamamos de pesquisa aplicada (e para quem tem interesse nesse tipo de pesquisa). Eu sei, sou muito otimista e até um tanto ingênua, mas acredito fielmente que as Instituições de pesquisa tem, cada vez mais, a possibilidade de participar ativamente deste momento desenvolvendo soluções que vão tanto atender aos seus objetivos acadêmicos quanto gerar benefícios de curto prazo para a Sociedade. Tudo o que a Academia precisa são de dados de qualidade para desenvolver pesquisas e soluções de qualidade. Democratizar esse acesso é um passo essencial.

Vejam mais em http://govdata.gov.br.

Mais a frente vamos conversar sobre a relação dessa iniciativa com Arquitetura Corporativa

Até a próxima!