segunda-feira, 21 de julho de 2014

Futebol e processos???

Amigos da Comunidade Áreas de Integração,

Após merecidas férias que incluíram alguns dias no verão alemão, em plena Copa do Mundo (?!), é bom estar de volta a este espaço.

Como muitos já devem ter feito, quero aproveitar para fazer uso da máxima que "o futebol é a mais perfeita metáfora para a vida" para comentar o que podemos aprender com ele quando trabalhando com processos.

O primeiro desafio de uma equipe envolvida em um processo - seja ele de negócios, seja no campo esportivo - é definir e qualificar o mais claro possível qual o objetivo que se deseja alcançar. "Vencer a Copa do Mundo" pode ser bastante óbvio para uma seleção que vai disputá-la, mas os requisitos de qualidade associados ao objetivo tendem a tornar seu alcance mais fácil. Por exemplo: podemos querer ganhar jogando ofensivamente, como primeira opção. Podemos ainda querer possuir uma estratégia de marcar o adversário sob pressão em seu campo até retomar a bola. Ou ainda desejar, em todas as partidas, ter maior índice de controle das ações. A lista não se esgota aqui.

Os requisitos que identificamos acima vão ser fundamentais para todas as decisões que deveremos adotar antes do processo começar de verdade. Os tipos de treinamentos a serem realizados, a melhor formação de acordo com o time contra quem jogaremos e a individualização de procedimentos para cada atleta são apenas alguns exemplos do que deve ser considerado ao fazer a grande "cadeia de valores" de uma seleção empenhada em ser campeã mundial.

As experiências passadas são bastante importantes para darem uma pista do que poderá ocorrer quando estivermos em campo, mas o futebol (assim como os processos de nossa vida) é altamente dinâmico, e é aí que a coisa geralmente sai do controle - no estádio ou nas organizações. Às vezes não acreditamos que algo que nunca ocorreu pode acontecer e, nesses casos, não estamos preparados para lidar com situações inesperadas. Infelizmente nesses casos, temos pouco tempo para aprender com o momento e mudar o curso do jogo. Müller, Özil e companhia estão aí para nos lembrar...

Ter claros os resultados, desenhar os melhores caminhos para alcançá-los e, principalmente, visualizar condições que podem ocorrer - e suas respectivas ações corretivas - são fundamentais para o sucesso de um processo. Privilegiar a criatividade é tão importante quanto unir as pessoas em torno de um objetivo único, pois a inovação pode ser a válvula de escape que vai nos permitir cumprir os requisitos de qualidade imaginados. Estar aberto para aprender constantemente com o contexto e incluir novos conhecimentos naquilo que já se julgava bom também não faz mal a ninguém. Caso contrário, podemos ficar de "cabeça inchada" por longos períodos.

Ah, só para esclarecer: por sorte, já estava de volta ao Brasil antes da fatídica goleada...

Um grande abraço e até a semana que vem!


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