terça-feira, 29 de julho de 2014

Entendendo o XBRL - Parte 2: Linguagens Extensíveis

Este é o segundo artigo da série que estamos postando aqui no blog para ajudar a compreender o funcionamento do XBRL. No primeiro artigo da série nós falamos sobre a letra "L" da sigla XBRL, e neste artigo nós falaremos sobre a letra "X", que representa a palavra "Extensível", ou "Extensible" em inglês.

Uma pergunta que você pode estar se fazendo é: Por qual motivo a letra usada na sigla é a letra X, e não a letra E? Essa pergunta é pertinente, pois como a palavra da sigla em inglês é Extensible, seria o caso de usar a letra E na sigla. Bem, é que como a letra X é uma letra muito mais "famosa" que as demais, em muitas siglas da área de tecnologia em que uma das palavras contem a letra X entre as primeiras letras, o autor do padrão opta por usar a letra X na composição da sigla. Semelhante ao XBRL, isto também ocorre no padrão XML (Extensible Markup Language - Linguagem Extensível de Marcação), que é o padrão que serve de base para o XBRL.


No primeiro artigo da série nós falamos sobre as linguagens de marcação, que permitem acrescentar significados à informações já existentes, sendo o padrão SGML uma ferramenta para descrever regras de marcação que irão compor uma nova linguagem. Justamente por ser muito genérico, o SGML é de difícil implementação, e esta dificuldade foi um dos motivos que levou a entidade W3C (World Wide Web Consortium) a criar o padrão XML.

Com o padrão XML, uma nova linguagem de marcação pode ser criada para atender às necessidades de determinado grupo de pessoas ou sistemas. O mesmo já podia ser feito com o padrão SGML, porém este processo ficou bem mais simplificado com o advento do XML. Por isso que o XML é extensível, porque você não está limitado às marcações definidas no padrão XML, você pode criar suas próprias marcações, conforme sua necessidade.


Existem vários exemplo de linguagens criadas à partir do XML, que se destinam aos mais variados usos, desde livros eletrônicos (EPUB), notação musical (MusicXML), informações médicas (ClaML), e até mesmo cerveja (BeerXML).


O XBRL também foi criado com esta característica de poder ser estendido. Pelo fato de ser um padrão internacional, não haveria como criar uma linguagem de marcação que contivesse todas as informações contábeis e financeiras dos diversos países. Desta forma, cada país, ou cada organização, pode estender o padrão para atender às suas necessidades específicas.


No terceiro artigo desta série (disponível neste link), o tema será as duas letras restantes da sigla, o "B" e o "R".

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