quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Entropia e Sintropia: a luta pela Sobrevivência.



(Imagem:cienciasdejoseleg.blogspot.com.br)


Segundo o princípio da Entropia todo sistema sofre deterioração. Para que o sistema continue existindo há que desenvolver forças contrárias a Entropia: a Sintropia. 


Portanto, todo organismo que não se adapte ao seu ambiente tende a desaparecer ou ser substituído por outro mais adequado.


Num mundo super competitivo com variáveis internas e externas mutantes, com uma tecnologia que salta a cada ano, relações de mercado cada vez mais complexas, as organizações vem buscando a otimização de seus Sistemas de Valor através da intercooperação de seu atores (fornecedores, intermediários, clientes, outras partes interessadas) e mesmo concorrentes. Desta maneira, forma-se o que foi conceituado por James F. Moore de Ecossistema de Negócio. Sobre o assunto sugiro a leitura do excelente artigo de José Davi Furlan.

O Estado realiza suas funções por meio de diversos órgãos que são estruturados de acordo com o plano de governo de cada executivo e a legislação vigente. Obviamente os órgãos públicos não se extinguem ou se reestruturam de acordo com o mercado e a economia, no entanto, essas organizações também sofrem o efeito da Entropia e com o tempo tendem a perder a sua eficácia, tendo em vista a dinâmica da sociedade, suas novas exigências e a limitação de recursos.

Desta maneira, as organizações públicas podem não desaparecer como as privadas, no entanto, ao não realizarem o movimento de Sintropia, acabam por onerar o Estado que, ao manter uma organização decrépita (ineficiente e ineficaz), impede o aprimoramento de suas funções, incorrendo em um custo social que podemos constatar nos fracos resultados das políticas publicas, comprometendo o sistema como um todo.

No sentido oposto, quando a organização pública entra num ciclo de melhoria contínua, por meio de técnicas gerenciais adequadas, se torna eficiente, pois otimiza os recursos públicos investidos e eficaz, pois sendo mais flexível se adapta melhor e mais rapidamente as demandas por seus serviços. No entanto, se tal organização não se vê como parte de um sistema maior (função de Estado) os benefícios ficam restritos aquela unidade do sistema, deixando, assim, de aperfeiçoar o Ecossistema em que está inserida.

A exemplo das organizações privadas o Estado deve buscar um enfoque sistêmico para a Gestão Pública, agindo de forma integrada e sinérgica,  não  somente por uma questão de produtividade, mas principalmente por uma questão de sobrevivência.  

Até a próxima!!

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