segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pilares para a Institucionalização de Arquitetura Corporativa


Como visto, a Arquitetura Corporativa é uma prática contínua, por isso é preciso se precaver para que situações como a ilustrada acima não ocorram. De forma bem simplificada, todo projeto para a escolha de cada um desses pilares no início do projeto é essencial porque permite que a iniciativa cresça sem que haja retrabalho. Estas escolhas estão relacionadas e se influenciam e, sem eles, a iniciativa de Arquitetura Corporativa certamente não terá o aproveitamento adequado. A institucionalização da Arquitetura Corporativa deve estabelecer o metamodelo, o método, a notação e a ferramenta a serem utilizados.


O metamodelo significa identificar o conjunto de informações que serão representadas, como por exemplo: como, porque, quando e onde cada atividade acontece, por quem são realizadas e que informações utilizam para sua realização, além dos produtos gerados por cada uma delas e das regras as quais cada atividade deve obedecer.

A notação é o conjunto de símbolos que serão utilizados para representar cada uma das informações contidas no metamodelo definido.  A existência de uma notação padrão na organização é primordial para o compartilhamento de modelos, dado que todas as áreas da organização reconhecerão os mesmos elementos representando os mesmos tipos de informação.

Uma ferramenta para apoio computacional à modelagem também é imprescindível, pois o volume de informações manipuladas pode crescer exponencialmente. Como existem várias ferramentas disponíveis no mercado, deve-se escolher aquela que melhor se adequa às necessidades da empresa.

O método estabelece uma sequência de passos que vão desde a institucionalização da prática de Arquitetura Corporativa na organização, passando pela construção e utilização dos modelos arquiteturais pela empresa.



Assim como o pintor não usa as cores como elas vêm no tubo, mas, misturando-as, as obriga a formar novos tons que elas nem conheciam, assim também o escritor dá a cada palavra, no contexto em que a emprega, um sentido pessoal que ela ignorava por completo.
Olavo de Carvalho


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