terça-feira, 15 de março de 2016

Como Arquitetura Corporativa Pode Apoiar a Implantação de Transparência Organizacional


A Arquitetura TOGAF no apoio a implantação de Transparência – Fase F


No artigo anterior eu discuti o desenvolvimento da Fase E tendo como objetivo a implantação de transparência organizacional. 

O desenvolvimento da Fase E acontece a partir do fechamento das fases B, C e D do TOGAF. Esta é uma fase diretamente relacionada com o planejamento da implementação, pois descreve os projetos e programas que vão ser responsáveis por implantar as Arquiteturas Alvo identificadas nas fases anteriores. Todos devem ter ciência e visão completa do Roteiro de projetos, programas e ações que está sendo definido e as relações entre eles.

Então vamos ao que interessa: Hoje eu vou falar sobre a fase F. Plano de Migração.

As perguntas, de uma forma geral, estão agora relacionadas à: como mover da linha de base (atual / as-is) para a arquitetura alvo (futura / to-be)?

Esta fase envolve o planejamento dos projetos alinhado ao que foi definido na Arquitetura Alvo.

Uma observação importante é que nem todos os gaps identificados e analisados vão necessariamente ser tratados nesta rodada. Este é um momento de decisão. O que pode ser realizado em relação à visão de futuro desejada? 

O mesmo acontece com transparência. 

Voltando ao nosso exemplo, imagine que por questões orçamentárias será definido que a rastreabilidade dos dados a ser implementada no momento será somente aquela relacionada às pessoas responsáveis por manipular aquela informação. Iremos tratar a demanda dentro de Arquiteturas de Transição. Dividir para conquistar! 

Então será definido um projeto para identificação dos responsáveis em diversos níveis que em algum momento modificam cada um dos dados definidos na rodada. Em uma nova rodada, ou em uma nova fase do projeto (quando este for incremental) pode-se definir que agora também é necessário definir, registrar e acompanhar os interessados diretos nos dados. 

Eu finalizo aqui a discussão da fase F para transparência, pois a partir daqui as fases caminham normalmente, não importa o que está sendo levado em consideração: É necessário definir projetos, priorizar, dividir para conquistar e planejar como tudo acontecerá. E aqui já sabemos o que acontece: tarefas, responsáveis, custos, riscos, tempos, metas, etc... 

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Mas vou fazer uma pequena observação final, que remonta ao início dessa sequência de artigos inter-relacionados: 

Em geral, quando se fala em implantar transparência duas ações são quase que unânimes: Implementar transparência no sistemas e implementar transparências nos processos (em geral através de sistemas). Neste sentido, retorno a um dos meus primeiros artigos onde apresentei o Modelo de Maturidade em Transparência Organizacional cujo objetivo é estabelecer um caminho evolutivo para que organizações implementem o conceito de transparência em estágios. Ele se baseia no trabalho de Doutorado da Profa. Claudia Cappelli [1] que propõe uma forma de lidar com o problema da implementação e avaliação de transparência nos processos organizacionais e da informação. Ela propôs uma árvore de Transparência que define características e operacionalizações para a incorporação de características de transparência em processos (apoiados por software ou não!). A árvore segue abaixo. Algumas características são bastante intuitivas.


A ideia é que a árvore te ajuda a pensar de forma concreta o que significa implantar essa tal de transparência que é um conceito tão abstrato. O modelo de maturidade só ajuda a organizar e priorizar essa seleção. 

Um dia podemos discutir em detalhes, mas o próprio Modelo de Maturidade discorre sobre cada uma das características existentes na árvore. 

Até a próxima!


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[1] Cappelli, C., “Uma Abordagem para Transparência em Processos Organizacionais Utilizando Aspectos”. Tese (Doutorado em Ciências - Informática) - PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2009. Orientador: Julio Cesar Sampaio do Prado Leite. 



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