segunda-feira, 13 de julho de 2015

Uma história parisiense

Em 2001 eu e a Cláudia ainda não tínhamos os meninos e resolvemos conhecer a Europa no autêntico estilo "mochileiros". Tiramos 30 dias de férias e embarcamos cercados de expectativa, pela saudosa Varig, apenas com duas certezas: chegar em Lisboa e retornar por Londres - o roteiro era totalmente aberto.
A viagem em si foi maravilhosa (andamos por Portugal, Espanha, França, Itália, Suíca, Holanda, Bélgica, Alemanha e Inglaterra!!!), e uma brincadeira que sem mais nem menos começamos a fazer animava as horas que passávamos nos trens, cafés e parques:
- O que faremos ao encontrar o Chico Buarque ou o Luis Fernando Verissimo em Paris?

Explico melhor: somos fãs incondicionais dos dois e sabemos que ambos adoram passear em Paris, então nos divertíamos em imaginar as possibilidades de encontrar um deles e passarmos momentos inesquecíveis falando generalidades e nos sentindo privilegiados de uma reunião fantástica, na Cidade-Luz.
A cada vez que repetíamos a história acrescentávamos mais detalhes do que iria ocorrer - que roupa estaríamos usando, o cheiro do café que seria servido, o clima da cidade - enfim, bolávamos um roteiro completo da situação.
Depois de mais de vinte dias viajando, finalmente chegamos a Paris - e o primeiro ponto turístico que decidimos visitar foi o Arco do Triunfo. Saindo dele, resolvemos caminhar sem compromisso até a Torre Eiffel e, para fazê-lo, escolhemos um caminho totalmente improvável, por uma rua marginal que nenhum GPS aconselharia.
Foi aí que se deu o milagre.
A poucos passos de nós, vindo no sentido contrário, Verissimo e sua fiel escudeira Lúcia caminhavam a passos rápidos, atravessando um sinal.
- Luis Fernando! - foi a única coisa que consegui exclamar.
Os dois sorriram e  ficaram felizes de conversar com brasileiros em terras distantes - talvez porque também tenhamos tratado o encontro controlando a ansiedade de uma relação fã / ídolo; em breve, cada dupla seguiu seu destino, e até hoje não sabemos como chegamos ao mirante da torre Eiffel...
Você deve estar se perguntando: qual a relação da história com Gestão de Processos?
Bom, cada vez mais e mais autores, de diferentes correntes, afirmam que delinear bem os resultados que desejamos alcançar, caracterizá-los de uma forma que suas propriedades sejam tangíveis ao extremo (cores, texturas, ambiente, etc) e compartilhá-los com seus colaboradores, como se já fossem verdade, é um passo importantíssimo que desperta a criatividade e as sincronias necessárias para que seus objetivos se concretizem. A carta de serviços ao cidadão, prevista no Decreto 6.932/2009 é um exemplo claro da ideia de começar a compreender e a gerir um processo a partir do que se deseja obter.
Tenho a certeza que a inocente brincadeira foi determinante para o encontro parisiense com o Verissimo - e que seus processos também se beneficiarão enormentente se, ao invés de começar a registrar as atividades operacionais que o compõem, você dedicar seu tempo mais precioso "dando vida" aos resultados pretendidos.
Não custa nada tentar...

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