quinta-feira, 2 de julho de 2015

Arquitetura Corporativa e o Guia de Comitê de TI do SISP


No artigo anterior, verificamos como o Modelo de Conteúdo de Arquitetura Corporativa se relaciona ao Guia DAMA para o corpo de conhecimento da gestão de dados (Guia DAMA-DMBOK). Hoje avaliaremos o Guia de Comitê de TI do SISP em relação ao mesmo Modelo de Conteúdo, sugerido a partir desse artigo.  


O Guia de Comitê de TI do SISP é resultado do esforço desenvolvido pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), no intuito de facilitar a implantação e o funcionamento do Comitê de Tecnologia da Informação nos órgãos integrantes do Sistema de Administração de Recursos de Tecnologia da Informação (SISP).

Em sua 2a versão, o Guia descreve as principais atividades e características do Comitê de Tecnologia da Informação (TI) e do Comitê Executivo de TI, em atendimento à Estratégia Geral de Tecnologia da Informação do SISP (EGTI) referente ao período 2013-2015. Apresenta como o Comitê de TI poderá contribuir na tomada de decisão, na criação de políticas, na priorização dos projetos, na distribuição dos recursos de TI e na gestão de riscos, assuntos estes de suma importância para que se realize a integração da TI com as áreas finalísticas das organizações governamentais.

O Guia reconhece que a Governança de TI é parte da Governança Corporativa, estabelecendo como elementos eficazes para a Governança de TI:

  1. Estruturas para a tomada de decisão, com definição dos papéis organizacionais e respectivos responsáveis pelas decisões voltadas para a TI. Como exemplos: Comitê administrativo executivo ou sênior, Comitê Executivo de TI, Comitê Estratégico de TI, Comitê de arquitetura e Gerentes de relacionamento.

  2. Processos de integração: processos formais para verificar a adequação dos comportamentos diários com as políticas de TI e de contribuição com as decisões, tais como: Monitoramento e controle dos projetos de TI e dos recursos distribuídos, Estabelecimento de níveis de serviço e Medição do desempenho da gestão de TI.

  3. Comunicação: disseminação dos princípios e práticas de TI, bem como dos resultados dos processos decisórios de TI: comunicações da alta gerência, planos de comunicações, portais web e intranets para a TI.


    Nesse sentido, o Modelo de Conteúdo de Arquitetura Corporativa poderá apoiar o Guia de Governança de TI do SISP, por meio da implementação dos blocos:

    • Competências: em função da definição dos atores, papéis e responsabilidades relacionadas às diversas estruturas para a tomada de decisões.
       
    O Modelo de Conteúdo de Arquitetura Corporativa suporta a disseminação das informações uma vez que possibilita apresentar e correlacionar todos os componentes da organização, incluindo a forma de disponibilização de seus serviços, processos internos e finalísticos, projetos, necessidades e resultados obtidos, enfim, tudo o que for importante e passível de apresentação para as partes interessadas. 

    A possibilidade de correlacionamento das informações advindas dos blocos do Modelo permite ainda a geração de informações cruzadas que servirão de base para a tomada de decisões sob responsabilidade dos diversos comitês de TI criados, assim como da alta liderança e demais gestores de cada organização participante do SISP. 

    Da mesma forma, essa característica do Modelo facilita a integração entre as diretrizes estratégicas e objetivos da organização aos recursos de TI, gerando valor aos serviços a serem disponibilizados pela organização pública.

    O próximo artigo abordará o tema Arquitetura Corporativa e o Relatório de Levantamento de Governança de TI na Administração Pública. 

Um comentário :

  1. Acho que o PEN (Processo Eletrônico Nacional) poderia ser o veículo para se implantar um ESB de entidades ao estilo DAMABok (person). O PEN já pretende unificar protocolos entre o SIAPE, SICAF, SIORG, etc., e seria o veículo ideal para tal. Já trabalhei na implantação de arquitetura parecida em Ingres em 95 na Centrus (pessoa), que vigora até hoje, e em SQL Server. Seria a solução, aproveitando-se da implantação do SEI em vários órgãos da APF para padronização das entidades do governo brasileiro, evitando-se redundância e inconsistências.

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