sábado, 10 de maio de 2014

Principais tendências para o mercado público e privado de GIS em 2014

O Brasil está evoluindo na adoção de Sistemas de Informações Geográficas (GIS) e o ano de 2014 promete ampliar as oportunidades de negócios em alguns segmentos da economia. Atenta às demandas do mercado a computerworld apresentou a lista das principais tendências sobre o uso dessa tecnologia para esse ano no País, tendo como referência pesquisas realizadas pela Imagem, empresa que se destaca no segmento.



Veja abaixo algumas das análises por setor:

Agronegócio high tech
Para 2014 entre as tecnologias que apresentam aderência às geotecnologias estão: a conexão wireless, a mobilidade e a computação em nuvem. A agricultura e a silvicultura moderna deverão direcionar mais atenções para essas tecnologias para alcançar alta produtividade. Na gestão dos processos operacionais, conceitos como Big Data e Location Analytics darão um novo sentido aos negócios.
Toda tecnologia empregada no campo integrada com o GIS ampliará a capacidade de análises, adicionando a dimensão geográfica nos processos de tomada de decisões. Novas aplicações com foco em mobilidade (Apps) possibilitarão aos gestores uma visão clara do que está acontecendo no campo, de maneira rápida e ágil.

Geotecnologias e negócios
Para 2014 o mercado de negócios busca produtividade e melhoria do relacionamento com o cliente. Neste sentindo, são cinco principais tendências no uso da inteligência geográfica: mobilidade, permitindo acesso remoto e consumo de informações em campo; integração com sistemas de BI e CRM, ampliando a capacidade de análise destas ferramentas e consumo de diversos dados; disseminação de informação, ao dispor de painéis de operação com indicadores de negócios por região; mapeamento de mídia social para identificar as áreas mais atuantes e retorno do investimento em comunicação e visão unificada do cliente, ao consolidar os diversos dados corporativos em visões únicas.

Gestão da geoinformação para o governo
A gestão da geoinformação será um diferencial para a administração pública, principalmente no que se refere à racionalização dos gastos, melhoria dos processos de trabalho e aumento da transparência pública. A Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) e as Infraestruturas de Dados Espaciais Locais (IDE) fortalecerão o governo eletrônico, e também permitirão a integração de dados e a interoperabilidade entre diferentes órgãos de forma ágil e com qualidade. Outra consequência deste contexto será a democratização da informação geográfica para os cidadãos, e a consolidação do governo aberto (dados abertos).


Mais agilidade na indústria petroquímica
Consolidação de aplicações, mais colaboração entre unidades de negócio, aumento das decisões tomadas com base em informações multidisciplinares, mais mobilidade, conectividade e operações mais integradas. Um conceito conhecido como Digital Oifield engloba ou está alinhado diretamente com todas estas tendências que estão no caminho de desenvolvimento da indústria petrolífera para 2014 e além.
O GIS é peça-chave disto, em especial na visualização, mas também porque facilita a integração, análise e compartilhamento de todo o tipo de informação que circula em uma empresa de Oil&Gas. A plataforma GIS que será usada para atender a estas funções deverá ser igualmente integrada, baseada em padrões de mercado, assegurando a fluidez da mesma informação pelos diferentes tipos de mídia e dispositivos disponíveis.

Desafio das cidades
Em 2014, vê-se a consolidação da tendência de exigir-se um governo centrado na população, com serviços simplificados, desburocratizados e sempre disponíveis com agilidade e resultados práticos. Isso só será possível através da inovação e da integração entre os diversos poderes, as muitas secretarias e os processos de trabalho envolvidos no atendimento à população. A TI será centralizada para prover esses serviços que deverão ser focados primeiro na população e não mais nas necessidades internas da administração.

Geotecnologias na educação
Em 2014, o setor de educação deve se apropriar de maneira mais direta das geotecnologias, sendo que alguns temas e aplicações devem ser observados; na busca da educação integrada e transversal, incentivando o protagonismo e o empreendedorismo, onde a pesquisa científica deve dar respostas à sociedade de maneira contextualizada, que permita a intervenção para mudanças. Estes e outros temas são as tendências em destaque no setor de educação para 2014.

Apoio à gestão da segurança pública
O foco da segurança pública no Brasil neste ano de muitos desafios aponta principalmente para a importância da integração dos departamentos e secretarias na gestão da segurança pública, destacando-se a gestão da tecnologia, da informação e do conhecimento. Neste contexto a geotecnologia apoia a eficiência de uma estruturação de estratégias e políticas públicas que contemplem a integração nas frentes de ações de prevenções e repressões da criminalidade, fazendo uso de sua facilidade na coleta e manipulação de dados provenientes de diversas fontes (policiais ou não).


Setor elétrico com mais inteligência geográfica
O setor elétrico enfrenta grandes desafios em 2014, motivado pela necessidade de se tornar cada vez mais eficiente, reduzir seus custos, melhorar e garantir a qualidade de abastecimento. Este mercado utiliza a inteligência geográfica há bastante tempo – sobretudo para cadastro e projeto de redes. Em 2014, continuarão as tendências de expansão do uso do GIS fora destas áreas tradicionais, destacando-se a crescente necessidade por soluções de mobilidade, de gestão e suporte à decisão, que permitam às operadoras coletar, analisar e decidir usando conjuntos de dados geográficos cada vez maiores – caminhando para o smart grid.

GIS no saneamento básico
Com a aprovação do Plano de Saneamento básico (PLANSAB) e um aporte do governo federal estimado em R$ 508 bilhões até 2033, essa área tem grande desafio a curto, médio e longo prazo, com vistas à universalização do acesso aos serviços como um direito social, planejamento do futuro, melhoraria das redes de saneamento e investimentos em saúde e cidadania. Com um conhecimento geográfico é possível suportar decisões de negócios, trazendo as informações em conjunto e permitindo análises na segmentação dinamicamente.

Informação e visibilidade para os cidadãos
Os governos que utilizam GIS estão promovendo uma nova reestruturação social, econômica e cultural que altera, de forma relativa, três grandes vetores de valor do sistema capitalista: o tempo, o espaço (propriedade) e a informação. O governo estadual que faz parte desse seleto grupo de revolucionários, traz benefícios aos cidadãos e por consequência a satisfação aos gestores que implementam a tecnologia e colocam visibilidade de suas ações em prol da população.

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