sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Dados, informações e... Redes.

 

Nestes últimos dias acompanhei o quanto as redes sociais  foram utilizadas  para compartilhar informações sobre candidatos, linhas de governo, estilos de gestão, resultados alcançados e áreas a serem observadas em um novo ciclo de governo.

Dados estruturados, desestruturados, íntegros, de propriedade ou fonte desconhecida, em seu estado bruto, comparados... Enfim, a realidade do processo e da dinâmica atuais de disseminação de informações.

A impressão imediata é de, no mínimo, ter visto validadas algumas de minhas certezas, do quanto foi importante a abertura de dados e a transparência e o do quanto é necessário se continuar investindo em integração e interoperabilidade.

Um colega, especialista em ITIL [1] e IT Management [2], me lembrou que "o importante e talvez mais difícil para o governo é saber o que fazer com essa imensidão de dados, que entendo que pode mudar a realidade e a forma de agir nos diversos setores da máquina pública. Saber usar os dados de forma produtiva e que gere resultado é um desafio para todos."

Vejo que muito se avançou neste sentido e penso que para entender aquilo que importa para a sociedade e estabelecer um plano de trabalho que atenda a este compromisso, o governo conta com informações suficientes, estas disseminadas nas redes e outras disponíveis a partir dos portais de dados abertos, sistemas de operações e gestão, etc.

Mais que isto, não tenho dúvidas que o uso adequado de padrões poderá viabilizar ainda o desdobramento deste plano em iniciativas, permitir seu monitoramento pela sociedade e gerar insumos que permitam uma avaliação mais objetiva quanto aos resultados alcançados. Somente reforçando o conceito de Interoperabilidade, capacidade de um sistema, não somente informatizado, de se comunicar com outro de forma eficiente. A interoperabilidade compreende três dimensões: tecnológica, semântica e organizacional. 
 


[1] Information Technology Infrastructure Library(ITIL), é um conjunto de boas práticas para serem aplicadas na infraestrutura, operação e manutenção de serviços de tecnologia da informação (TI). Foi desenvolvido no final dos anos de 1980 pela CCTA (Central Computer and Telecommunications Agency), hoje OGC (Office for Government Commerce) da Inglaterra.

[2] Gerenciamente de TI (ITM) refere-se à implementação e gestão de qualidade dos serviços de tecnologia da informação.

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