quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Integração de processos de negócio governamentais


A construção de um Mapa de Processos hierarquizado ou uma arquitetura de processos é um dos principais fatores críticos de sucesso para a gestão corporativa de processos.

Quando se fala em gestão pública essa assertiva toma um vulto maior. Explico. Na iniciativa privada a arquitetura de processos permite a visualização do impacto dos processos na Cadeia de Valor da empresa e, portanto, a sua contribuição na geração de valor ao cliente. Tal contribuição pode ser mapeada extrapolando os limites da organização, vindo desde os fornecedores até uma possível logística reversa (no caso de produtos), passando até mesmo por concorrentes.

Na gestão pública a geração de valor ao cliente, isto é, ao cidadão é realizada por diversos órgãos dos três poderes e das três esferas de governo, direcionados por políticas públicas, a prestação jurisdicional e a atuação legislativa. Mas se analisarmos de forma sistêmica, o Estado exerce o poder (outorgado pela sociedade) de gerir recursos para o cumprimento de suas funções determinadas pelo texto constitucional.

Nessa linha de pensamento, cada entidade pública, o terceiro setor e mesmo o próprio cidadão, concorrem, em última instância, para a realização destas funções. Portanto, forma-se (ou deveria ser formar) uma Rede de Valor, na qual todos os processos finalísticos, de gestão ou de apoio estão vetorizados para impulsionar o Estado na direção do cumprimento de seu papel.

Na realidade atual os processos vinculados às funções de Estado têm baixa conectividade o que leva a uma perda substancial de valor agregado quando se compara a um sistema mais sinérgico. Os ganhos de um sistema integrado são tão grandes quanto as perdas de um sistema desestruturado.

Desta forma, a integração dos processos de negócio governamentais em uma arquitetura, baseada em uma Rede de Valor, torna-se essencial para que haja um maior controle, por parte dos gestores, do impacto de seus processos no resultado final da função de governo. No mesmo sentido, proporciona uma distribuição e utilização mais racional de recursos (humanos, financeiros, patrimoniais, de infraestrutura etc.).


Não há dúvida que o principal beneficiário de um sistema integrado é a própria sociedade que teria a sua disposição um serviço prestado de forma ágil e tempestiva, deixando o cliente-cidadão de circular em busca dos serviços e fazendo com que os serviços, de preferência através de um mesmo canal, sejam levados a ele, no momento pertinente. E, no mesmo sentido, torna a Administração Pública uma estrutura mais flexível e apta a responder de forma eficiente e eficaz às demandas da sociedade.

Até a próxima!

2 comentários :

  1. Mapear uma Rede de Valor é algo complexo como o Modelo Integrado de Processos – MIP.
    O MIP contribui para a governança através do mapeamento da rede de normativos, caderno de serviços e cadeia de valor.
    https://kumu.io/Guto/mip

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  2. Isso aí, Guttenberg, a Rede de Valor do Governo deve ser mapeada de forma a ser possível a visualização da agregação de valor de cada processo de negócio governamental na busca do cumprimento das funções de Estado.

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