quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Já mediu seu processo hoje?!


“Não se gerencia o que não se mede
não se mede o que não se define
não se define o que não se entende
e não há sucesso no que não se gerencia


Dificilmente alguém da área de gestão escapou de ouvir ou ler essas máximas de William Edwards Deming. Para se  verificar a eficiência do processo de negócio é necessário a sua medição. Parece óbvio, mas muitas organizações não conseguem realizar tais controles de forma eficaz. 
Quando falamos de Gestão Pública a coisa complica um pouco. A Eficiência somente passou a fazer parte do rol dos princípios que regem a Administração Pública a partir da promulgação da Emenda Constitucional n. 19, de 1998. Estava fundado, portanto, o arcabouço legal a partir do qual pretendeu-se iniciar um processo de transformação da atuação dos agentes públicos e a forma de organização da Gestão Pública.
Dezesseis anos se passaram, no entanto não foram suficientes para mudar as feições burocráticas da Gestão Pública. Com raras e valorosas exceções, continuamos a reproduzir nossas funções burocráticas, através de um rígido controle hierárquico, sem se preocupar se o resultado final de tais atividades atinge os objetivos pretendidos e a que custo.
Com o aumento da complexidade e exigência de celeridade das demandas sociais, neste começo de século, o imobilismo com a qual a gestão burocrática emperra os seus processos de negócio se torna um entrave para a construção de uma Gestão Pública que faça jus ao novel princípio constitucional.
Ao adotarmos técnicas gerenciais mais adequadas seremos capazes de entender de que forma estamos inseridos dentro do que podemos chamar de funções de Estado (camada estratégica) bem como, de  que forma os processos produzem valor para realização de tais funções (camada tática). A partir deste entendimento, estaremos habilitados a construir métricas que alimentarão indicadores que, por sua vez, poderão auxiliar no alcance de metas acordadas no plano estratégico da organização.
Portanto, há um consenso que a medição dos processos de negócio é vital para a gestão de nossas organizações, no entanto, saber o que medir e como medir é determinante para o alinhamento dos esforços despendidos dentro e fora de cada uma das unidades de negócio (órgãos e entidades públicas, agências, empresas públicas, estatais, terceiro setor), concorrendo para a realização eficiente e eficaz das funções de Estado.

Até a próxima!!

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