quinta-feira, 21 de abril de 2016

Navegando a Estratégia



(Imagem: http://www.thinkstockphotos.co.uk/)

No artigo BPM Estratégico, que pode ser lido aqui, entendemos como a Estratégia, Projetos e Processos mantém uma relação imbricada de causa e efeito. E que tal dinâmica, quando fruto de um planejamento estratégico bem delineado, pode proporcionar ganhos crescentes à organização.

Também falamos, neste mesmo artigo, a respeito da Governança de Processos, que permite o aumento sistemático da maturidade em gerenciamento de processos de negócio e seu alinhamento às definições estratégicas.

No entanto, o fato de ter uma Gestão de Processos amadurecida e um planejamento estratégico delineado pode não ser suficiente para que a organização efetivamente entregue o que foi proposto em sua Missão ao longo do tempo.

O Planejamento Estratégico e sua materialização, o Plano Estratégico, devem ser um instrumento vivo a disposição da Administração, onde os rumos da gestão devem ser constantemente (re)direcionados e controlados para que não haja desvios, ou havendo estes sejam resultado de uma avaliação estratégica ou se retome ao caminho acordado e esperado, utilizando-se para isso de projetos, iniciativas, planos de ação, programas etc.

Tal sistema de “navegação” tem um nome: Governança.

O próprio Planejamento Estratégico é parte deste sistema, a forma como este é concebido, levando em conta as partes interessadas, assim como o seu monitoramento (indicadores estratégicos, indicadores de projetos, indicadores de processos) ao longo do período planejado.

Uma série de outros aspectos da Governança também tem sua importância, tais como: a liderança, os valores da organização, a capacitação do corpo funcional, as estruturas de controle (interno e externo), as instâncias de decisão, o mapeamento de risco e todos os mecanismos que fazem com que a organização não perca o rumo, como de fato se tem visto ocorrer em algumas delas.

Particularmente em relação às organizações públicas a questão da INTEROPERABILIDADE se torna uma dimensão essencial nos seus sistemas de governança e no conjunto da estrutura do Estado. Busca, em última instância, o alinhamento de esforços no atendimento de funções e políticas governamentais. Tal dimensão deve ser levada em conta na elaboração do Plano Estratégico.

Se o Estado puder dispor de uma estrutura em rede em vez de um sistema fragmentado com direcionadores descoordenados, este poderá manter políticas mais eficientes e eficazes e, principalmente, mais efetivas, isto é, com um impacto maior no desempenho de suas atividades.


Até a próxima!

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