quarta-feira, 9 de abril de 2014

Cadeia de Valores, Sistema de Valores e Rede de Valor



O conceito de Cadeia de Valores foi trazido por Michael E. Porter em seu célebre livro Vantagem Competitiva – Criando e Sustentando um Desempenho Superior. O tema central desta obra é a criação e manutenção da Vantagem Competitiva, sugerindo que esta surge a partir do Valor que a organização consegue criar para seus clientes.



A Cadeia de Valores, para Porter, “é o instrumento básico para diagnosticar a vantagem competitiva e encontrar maneiras de intensificá-la” gerando uma diferenciação relativa no seguimento de indústria em que a empresa está inserida.

Segundo o autor, as fontes da vantagem competitiva somente poderiam ser compreendidas a partir do exame de cada uma das diversas atividades de valor que a empresa executa para entregar o produto aos compradores.  A Cadeia de Valores desagrega a empresa nas atividades de valor que, por sua vez, são divididas em primárias e de apoio, formando elos interdependentes.

A Cadeia de Valores de uma determinada empresa é influenciada pela Cadeia de Valores de seus Fornecedores, bem como influencia na Cadeia de Valores de seus Compradores (empresas ou famílias), formando uma corrente integrada a qual Porter chamou de Sistema de Valores.

Portanto, o Sistema de Valores possui elos internos, coordenados para agregar o máximo de valor ao produto, dentro de sua capacidade produtiva e dos recursos disponíveis; e elos externos, atividades de valor dos fornecedores e o impacto nas necessidades dos compradores. A compreensão de como tais elos estão conectados permite a empresa organizar seus recursos para a maximização do resultado de sua Cadeia de Valores.

Os conceitos de Cadeia e Sistema de Valores, portanto, são instrumentos interessantes também para a Gestão Pública, na medida em que auxilia na identificação e gestão dos processos que agregam (e não agregam) valor na prestação do serviço público, a forma como são concatenados, seu custo e fontes de desperdício.

Na medida em que os órgãos públicos possam visualizar seus processos geradores de valor, estando estes alinhados a um Planejamento Estratégico concebido de forma sistêmica,  tornará a integração de seus esforços mais natural e mesmo inevitável.

Tal nível de maturidade de gestão permitirá dar espaço ao surgimento de algo que podemos conceituar de Rede de Valor, na qual a Gestão Pública se torne uma rede de processos completamente alinhados de modo a maximizar a eficiência e eficácia do serviço prestado à sociedade.


Na semana que vem veremos como o Planejamento Estratégico é essencial para o alinhamento dos processos nas organizações.

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