terça-feira, 31 de maio de 2016

O Information Show 2016 e sua Relação com Arquitetura Corporativa

Impressões sobre o Information Show 2016

Nos dias 11 e 12 tive a oportunidade de ir ao Information Show 2016. Encarei o evento com extrema curiosidade e com a mente totalmente aberta afinal sou uma completa leiga nos assuntos relacionados o mundo de ECM (Enterprise Content Management) que me parece ser o domínio de origem do evento e que mantém um forte foco neste aspecto.

Achei extremamente interessante e serviu para reafirmar a crescente importância no que tange a organização e o ciclo de gestão das informações (do papel ao digital e daí para o seu post morten).

No âmbito público a quantidade de documentos (a maioria ainda impresso) gerados é algo impressionante. Estamos falando (palavras dos palestrantes) de galpões e galpões, cada um contendo mais de 300.000 caixas de documentos que precisam ser armazenados durante 10, 20, 30 anos e alguns ad infinitum, a depender do seu tipo. 

Esses documentos precisam inicialmente ser mais facilmente acessados. Neste aspecto fiquei espantada com a quantidade de pré-requisitos que devem/podem ser avaliados para equipamentos de escaneamento de documentos devido à qualidade e/ou característica de cada papel (e aí leva-se em consideração a idade do papel, o fato de ter sido manuseado demasiadamente, rasurado, anotado à caneta, grifado com canetas coloridas, etc.).

Em um estágio seguinte, determinadas informações precisam ser mais facilmente acessadas. Existem documentos, como processos judiciais, com mais de 1000 páginas. Porém as informações mais acessadas são sempre as mesmas e são necessários mecanismos que ajudem a encontra-las de forma eficaz e eficiente.

Em seguida estamos falando de poder realizar a análise de determinadas informações em conjunto com o intuito de gerar estatísticas, análises consolidadas, identificação de características mais comumente encontradas, uma série de estudos que são inviáveis de serem realizados manualmente.

Tudo isso está relacionado diretamente à implantação de uma governança digital e vai ao encontro do que foi estabelecido dentro da Estratégia de Governança Digital (EGD), estabelecida pelo Governo Federal com o objetivo de promover um movimento de agilização na prestação de serviços públicos e eficácia da gestão pública através do uso e gestão de tecnologias digitais.

Fernando Siqueira, Secretário Adjunto de TI do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão foi um dos palestrantes, e de forma bastante inteligente fez essa importante correlação apresentando o Conceito de Governança Digital, que segue abaixo:
“Utilização pelo setor público de tecnologias da informação e comunicação com o objetivo de melhorar a informação e a prestação de serviços, incentivando a participação dos cidadãos no processo de tomada de decisão e tornando o governo mais responsável, transparente e eficaz“ (Verma et al., National Informatics Centre of India, 2005).
Dentro deste conceito três eixos norteiam os objetivos e iniciativas estratégicas: Informação, Prestação de Serviços e Participação Social. Tudo através de meios digitais.

Foi bastante interessante notar diversas abordagens sendo apresentadas para tratar partes do processo do ciclo de gestão de conhecimento das informações contidas em documentos.

Destaque para abordagens de digitalização de documentos e secionamento das partes/seções de interesse para busca rápida como foi o caso do Projeto de Expansão Arquivístico dos Processos dos Arquivos Intermediários Judiciais do TJDFT. Destaque também também para tecnologias de análise de informações em linguagem natural através de análise semântica, que ajudam a identificar, correlacionar e analisar informações constantes em textos (que são considerados pela TI como informação não estruturada) que vêm sendo desenvolvida para um órgão do Poder Judiciário.

Ao terminar minha participação no evento, percebi que todas essas abordagens tem algo em comum: A necessidade de identificar as informações/conceitos pertinentes e relacioná-los entre si. A isso dá-se o nome de “Arquitetura Corporativa” conforme já descrevi em posts anteriores pelo viés da transparência e que também vêm sendo abordado sob diversos aspectos dentro desta Comunidade.

O entendimento e modelagem das informações necessárias a condução do trabalho nas diversas organizações governamentais permite identificar claramente os desafios existentes para o acesso e manipulação dessas informações de forma eficiente e eficaz. Dessa forma essas propostas podem ser melhor entendidas e priorizadas além de ser possível entender mais claramente os benefícios advindos da sua implantação.

Estamos todos indo na mesma direção e entendendo os mesmos desafios que existem no caminho ainda que sejam apresentados através de embalagens ligeiramente diferentes.    

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