quinta-feira, 19 de maio de 2016

FACIN e o Modelo de Responsabilidade Organizacional – 5

No post anterior abordamos as estruturas Estrutura Organizacional, Cadeia de Valor e a Ontologia Organizacional da Visão Negócios do Framework de Arquitetura Corporativa para Interoperabilidade no apoio à Governança - FACIN.

Neste artigo vamos explorar as seguintes estruturas:

Figura 1 – Estruturas da Visão Negócios do FACIN

Para as pessoas, distribuídas nas áreas da organização, executarem as atividades ligadas aos serviços e processos entregando valor aos clientes, é preciso ter o conhecimento necessário.

O conhecimento pode ser alcançado de diversas formas, como na elaboração de um Documento de Conhecimento do Domínio (DCD), aprimoramento do Modelo de Responsabilidade Organizacional.

O objetivo do DCD, figura 2, é capturar o conhecimento tácito das pessoas e formalizá-lo para ser disseminado na empresa e adquirido por aqueles que executarão as atividades relacionadas aos serviços.

Figura 2 – Artefato Documento de Conhecimento do Domínio (DCD) 

Outro passo importante é a definição dos papéis, elementos discriminadores, eles diferenciam os indivíduos a partir das funções a eles atribuídas na organização. O papel organizacional se baseia no entendimento claro de como as pessoas devem se comportar e o que entregar em cada nível organizacional. 

As pessoas sabem o que entregar quantitativamente, mas somente o desempenho do papel lhes dirá como entregar qualitativamente. Pois, é no papel organizacional que se junta valores e normas, cultura e clima,  ação e intenção, curto prazo e longo prazo, economia e desenvolvimento.

É preciso, também, mapear as equipes que irão atuar nos determinados núcleos encarregados pela entrega dos Serviços Internos.

O conhecimento armazenado no DCD pode ser compartilhado entre as diversas pessoas integrantes das equipes, figura 3, que desempenharão o mesmo papel, levando-se em consideração a produtividade de cada um.

Figura 3 – Mapa das Equipes

O mapeamento das equipes pode estar de acordo com as fases do ciclo de vida do empregado na empresa, baseado no modelo Cadeia de Envelhecimento (Aging Chains) proposto por John Sterman no livro Business Dynamics: Systems Thinking and Modeling for a Complex World.

No Modelo Evolução dos Empregados pode-se mapear a evolução das pessoas em suas carreiras, figura 4, levando-se em consideração suas promoções e afastamentos desde a contratação até a aposentadoria. 

Durante esse ciclo há um atraso (delay) que faz com que o empregado demore certo tempo para passar da fase de empregado iniciante para empregado mais experiente. Há outro delay também para o empregado passar para a fase de mestre até que encerre sua carreira na empresa. 


Figura 4 – Modelo Evolução dos Empregados


Para que o funcionário tenha o conhecimento exigido para lidar com a complexidade da demanda é preciso, dentre outros fatores, que a empresa forneça a estrutura de capacitação que subsidie a experiência adequada para que as pessoas executem corretamente suas atividades. 

Essa estrutura pode ser modelada, figura 5, com base na adaptação do modelo Coflows e Aging Chains proposto por Sterman.


Figura 5 – Modelo Experiência dos Empregados


Modelo Experiência dos Empregados explora seu “ser e estar”, ou seja, a parte do modelo que utiliza Aging Chains trata o “ser”: a evolução do empregado em sua carreira. A parte que utiliza Coflows trata o “estar”: a experiência adquirida pelo funcionário, medida nesse contexto pela quantidade de horas de capacitação. 


A principal diferença entre as duas abordagens é que as pessoas sempre evoluem, ao passo que a experiência adquirida pode ser perdida em função da obsolescência da tecnologia.

O diagrama da figura 6 destaca a interoperabilidade de todos esses elementos na busca da entrega de valor à sociedade.

Figura 6 – Aplicação do conhecimento das equipes

Dessa forma os gestores poderão efetuar o planejamento da capacitação a ser ministrada na companhia com base nos papeis identificados, nos núcleos das equipes, na experiência dos empregados e nas fases dos ciclos de vida.

No próximo e último artigo dessa série abordaremos as Estruturas Habilidade e Ator da Visão Negócios do FACIN, fiquem ligados!

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