sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Topodata: O Banco de Dados Geomorfométricos do Brasil

O projeto Topodata oferece o Modelo Digital de Elevação (MDE) nacional e suas derivações locais básicas elaborados a partir dos dados SRTM (Shuttle Radar Topographic Mission) disponibilizados pelo USGS (United States Geological Survey) na rede mundial de computadores.

Embora os MDE sejam um insumo fundamental ao conhecimento do relevo, muito de sua utilização numérica recai sobre variáveis derivadas da altimetria, como a declividade, o exemplo mais imediato. No entanto, deve-se lembrar que uso direto da elevação como fator analítico tem grande importância para espacialização de dados de temperatura, bem como estudos que envolvem hidrologia superficial, inundações e processos envolvendo movimentos gravitacionais. Como base para interpretação qualitativa, os dados altimétricos são tradicionalmente aplicados a incontáveis fins.  Muito do exercício de interpretação geomorfológica do relevo foi desenvolvido  sobre curvas de nível. Assim, pode-se acrescentar a geração de curvas de  nível (onde quer que não existam ou estejam em escalas insuficientes) às aplicações diretas da elevação SRTM. 




Desde que o Topodata foi lançado pela primeira vez, em agosto de 2008, o processamento dos dados foi sucessivamente inspecionado e revisado, com vistas a aprimoramentos e correções. Os dados inicialmente disponibilizados seguiram fielmente as opções e especificações constantes no “Guia de utilização” associado ao Topodata. Porém, problemas na articulação entre folhas e a demanda por mais formatos levaram a um novo tratamento dos dados desde sua preparação, e detalhes do processamento de derivação geomorfométrica foram oportunamente melhorados, e estes novos produtos estiveram disponíveis desde o dia 6 de maio de 2009. 

Para possibilitar uma futura expansão do Topodata, foi feita uma nova revisão dos produtos e processos, que culminou numa metodologia passível de aplicação onde quer que existam dados SRTM. Os dados atualmente disponíveis, desde novembro de 2011, foram elaborados em fiel correspondência a estes procedimentos.

Com base em inúmeros trabalhos na literatura científica, endossados por solicitações igualmente numerosas, o projeto incluiu entre seus produtos as variáveis declividade, orientação de vertentes, curvatura horizontal, curvatura vertical e insumos para o delineamento da estrutura de drenagem. Dada sua natureza local, essas variáveis podem ser calculadas em ambiente de SIG (Sistemas de Informação Geográfica) com qualidade relativamente aceitável e ganhos operacionais absolutos, sobretudo de velocidade e padronização. 

O Topodata é um dado público, aberto, e que é resultado de diversas pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Para que trabalha com SIG e meio ambiente, é um ótimo insumo gratuito para realização de diversas análises, incluindo a geração de superfícies em 3 dimensões (3D).


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