terça-feira, 18 de abril de 2017

A Arte de Modelar


Aqui eu comento sobre a arte de pintar e finalizo questionando sobre a analogia entre a pintura e a modelagem da arquitetura corporativa.

O ponto é que quando desejamos modelar algo, como, por exemplo, a arquitetura corporativa de uma empresa, primeiro é necessário saber sobre qual realidade o modelo será construído, ou seja, a “coisa” existente na realidade que será representada. Depois precisamos ter o conceito, ou seja, a abstração que será feita para traduzirmos a realidade. E por último, o símbolo que utilizaremos nessa representação, ou seja, os instrumentos que serão utilizados.



Esses três aspectos estão totalmente interligados em qualquer modelagem que façamos. Outra analogia que podemos utilizar é a fala, visto que esta também pode ser vista como uma forma de modelagem. Nela temos o “do que” estamos falando – a realidade –, o conceito que ele representa e o símbolo que utilizamos que é o idioma, ou seja, as palavras em si. Repare que quando fazemos uma tradução, estamos mudando apenas os símbolos. Os conceitos e a coisa continuam os mesmos e é justamente por isso que conseguimos nos comunicar.

Arquitetura Corporativa é, em essência, os modelos que representam uma organização. É claro que temos todas as práticas associadas à construção e uso desses modelos, mas não temos como praticar Arquitetura Corporativa sem modelagem.

Analise, por exemplo, o diagrama abaixo:



Essa imagem, apresentada dessa forma, sem que digamos sobre qual realidade ela está se referindo, sem indicarmos os conceitos que estão sendo abstraídos e sem identificarmos a linguagem que utilizamos, tem seu poder de representatividade reduzido a retângulos coloridos!


Essa é a Arte de Modelar!

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