quarta-feira, 11 de março de 2015

Maturidade da Governança em Gestão por Processos

(Imagem: achatalentos.com.br)

Em artigo anterior falamos sobre Governança de Processos e alguns de seus componentes, objetivos e subjetivos e sua importância para a estruturação de uma Gestão por Processos habilitadora de uma abordagem cíclica com resultados duradouros e vinculados aos objetivos estratégicos da organização.

De fato, quando temos uma Governança de Processos bem estabelecida, os ganhos são sistemáticos e menos dependentes de ações isoladas de melhorias de processo e de interferências externas que, por vezes, desequilibram a arquitetura de processos da organização.

Neste sentido, para saber se a organização está  caminhando na direção de uma Gestão por Processos sólida e consequente  torna-se necessária a medição de seu grau de maturidade.

As primeiras tentativas para medição de maturidade de um sistema surgiram na década de 80 com o CMM (Capability Maturity Model), ligada à engenharia de software, um modelo para avaliação de risco na contratação de empresas de software pelo Departamento de Defesa dos EUA, evoluindo para o CMMI composto por cinco níveis: inicial, repetível, definido, gerenciado e otimizado.

Criado pelo Supply Chain Council o modelo SCOR (Supply Chain Operations Reference), inicialmente buscando a padronização dos processos  logísticos, “expandiu seu alcance para incluir saúde, governo, educação e várias outras organizações de serviços” (CBOK 3.0).  Tal modelo é utilizado pelas organizações para análise, comparação e desenvolvimento dos seus processos de negócio.

O Modelo de Maturidade de Processos de Negócios (BPMM), mantido pelo OMG (Object Management Group), traz cinco níveis de maturidade: Inicial, Padronizado, Previsível e Inovador.

Criado pelo Business Process Transformation Group (BPTG) , o  Framework “8 Omega” para transformação de processos traz quatro perspectivas chave para o sucesso organizacional: Estratégia, Pessoas, Processos e Tecnologia.

O modelo de maturidade a ser adotado deve levar em conta as características da organização e os objetivos: medição, comparação, acompanhamento e transformação.  Tais modelos, além de verificar o nível de maturidade, posiciona a organização em relação ao setor que atua. Neste sentido, importante que as organizações com mesmas características adotem o mesmo modelo.


A organização buscando realizar projetos que elevem o nível de maturidade em gestão por processos e acompanhe dentro de das diversas  perspectivas o seu nível de maturidade, estará  mais habilitada a gerir seus processos de forma sistêmica e menos dependentes de especialistas internos ou externos.

Até a próxima! 

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