quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A Fase Preliminar não pode ser como na Caverna do Dragão


No final da década de 80 e início dos anos 90, um desenho fez bastante sucesso na televisão brasileira: Caverna do Dragão.



Para quem não é meu contemporâneo, no primeiro episódio, um grupo de seis jovens entra em uma montanha russa chamada “Dungeons & Dragons” e, durante o passeio, um portal se abre e os transporta para outro mundo – o Reino. Todos os demais episódios mostram o grupo passando por diversas aventuras, na tentativa de retornarem para casa. Mas, sempre, quando eles estão quase conseguindo, são atrapalhados por motivos diversos e nunca conseguem retornar.

É exatamente isso que não pode acontecer com a fase preliminar. Ela precisa terminar!
A fase Preliminar é a primeira do Método de Desenvolvimento da Arquitetura sugerido pelo TOGAF (falei um pouco sobre ela nesse post).  Nesta etapa acontece a institucionalização da prática de Arquitetura Corporativa na empresa.

É claro que essa fase é de extrema importância. A qualidade de sua execução pode determinar o sucesso ou o fracasso da iniciativa de Arquitetura Corporativa. Mas o risco que corremos é nunca chegarmos ao término dela. Como há várias questões complexas (inclusive questões políticas internas à empresa) que precisam ser resolvidas, pode acontecer de nunca nos sentirmos prontos o suficiente para começarmos a, efetivamente, praticar Arquitetura Corporativa.

Sabendo a finalidade para que a prática de Arquitetura Corporativa está sendo institucionalizada e, também importante, as pessoas interessadas nas informações que serão geradas, poderemos melhor direcionar a execução da fase Preliminar.

É exatamente esse que deve ser o meu parâmetro para a fase preliminar. Precisamos saber que tipo de resposta queremos ter com Arquitetura Corporativa e, a partir daí, montarmos a estrutura para alcançarmos essas respostas. Depois, com o tempo, podemos fazer novas perguntas e, assim, revisitaremos a fase Preliminar. Ao tentar seguir essa lógica, deparei-me com outro problema:

Como acompanhar a institucionalização da prática de Arquitetura Corporativa e sua futura evolução de forma clara, simples e objetiva?

Há alguma fórmula para conseguirmos isso? Podemos usar as armas mágicas utilizadas na Caverna do Dragão?

Minha sugestão é mais simples do que essa! A abordagem proposta por mim consiste em uma adaptação do Business Model Canvas[1] para esse fim.

Mas esse é assunto para um próximo post! Até lá.

<< Esse texto foi produzido juntamente com a palestra, proferida por mim, realizada no evento promovido pelo The Open Group.>>




[1] www.businessmodelcanvas.com

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