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Modelo de Maturidade em Decisões de Negócio


A sua Empresa tem Controle sobre suas Decisões de Negócio?

Por volta de meados dos anos 1990, diversas iniciativas surgiram nos Estados Unidos[i] [ii] em torno da discussão sobre o conceito de regras de negócio, e sua importância para o gerenciamento, crescimento e saúde das organizações. Ao longo dos anos 2000[iii] [iv] esta discussão se intensificou, ganhou estatura[v] [vi], e está, hoje, no topo das preocupações da comunidade de gerenciamento de negócios[vii].

As experiências iniciais com o gerenciamento e modelagem de decisões confirmam que as decisões de negócio são ativos que estão ganhando cada vez mais atenção por parte da direção das empresas. Através do gerenciamento das decisões, fica mais fácil envolver os executivos mais cedo em projetos de importância para a empresa, como melhoria de processos e esforços para transformação dos negócios. Isso acontece porque as pessoas do negócio reconhecem facilmente que o valor não está nas regras ou declarações de negócio individuais, mas na decisão de negócio completa.

Dessa forma, Modelos de Decisão inteiros (mesmo que sem detalhamento) emergem como o ativo que conduz aos objetivos do negócio. Ao mesmo tempo, as conexões naturais dos modelos de decisões com o Modelo de Motivação de Negócio-BMM[viii], o Gerenciamento de Processos de Negócio-BPM e a Arquitetura Orientada para Serviços-SOA, são tão atraentes que elas elevam o gerenciamento de decisões de negócio ao mesmo status dos serviços ou ativos tecnológicos críticos. Não apenas isso, mas se torna muito mais fácil incorporar modelos de decisões mais cedo em projetos de desenvolvimento de sistemas e de arquitetura organizacional. Novamente, os modelos de decisões (mesmo que incompletos) emergem como um ativo que orienta a arquitetura empresarial e de sistemas para suportar os objetivos de negócio.

Assim, o impacto do gerenciamento e modelagem de decisões nos negócios, e na aplicação da tecnologia de informação aos negócios, é significativo o suficiente para justificar o desenvolvimento de um modelo de maturidade focado nas decisões de negócio, e não nas regras de negócio, chamado Modelo de Maturidade em Decisões de Negócio (BDMM)[ix].

O BDMM e a Maturidade do Processo Decisório


É importante notar que modelos de maturidade endereçam a qualidade da implementação de um processo. Modelos de maturidade não validam a qualidade de uma abordagem de modelagem específica, mas verificam apenas que a mesma é aplicada de forma correta e coerente. Assim, o BDMM não é uma medida da efetividade de uma abordagem específica de modelagem, como o TDM-The Decision Model[x], ou o DMN-Decision Model and Notation[xi], como uma abordagem de modelagem. Ao invés disso, o BDMM é uma medida do processo de Gerenciamento de Decisões de Negócio (BDM). A integração da modelagem de decisões nessa prática, no entanto, eleva o status e a importância das decisões de negócio como um ativo gerenciável que merece seu próprio processo de gerenciamento.

Assim, o BDMM mede a qualidade do processo de Gerenciamento de Decisões de Negócio, onde o objetivo é que um processo de boa qualidade proporcione uma lógica de negócios de alta qualidade por trás das decisões de negócio. Melhorando a qualidade das decisões de negócio, melhoramos o desempenho do negócio em si. Assim sendo, embora o objetivo original do Modelo de Maturidade de Regras-RMM[xii] tenha sido avançar na prática do gerenciamento de regras de negócio, o objetivo do Modelo de Maturidade de Decisões de Negócio-BDMM é iniciar e evoluir a prática do gerenciamento de decisões de negócio. Isso significa avançar na governança das decisões de negócio para aumentar a qualidade e a agilidade das decisões.

O Modelo de Maturidade em Decisões de Negócio


Um resumo diagramático de alto nível do BDMM é mostrado na figura abaixo (traduzido do original). É importante notar que, mesmo que o modelo defina a maturidade do processo de decisão, os títulos para cada nível do BDMM (Não Gerenciado, Visível, Ágil, Alinhado, Preditivo e Autônomo) se referem a qualidades antecipadas para os modelos de decisão criados em cada nível, e não às qualidades do processo.