quinta-feira, 9 de junho de 2016

BPM: Aprendendo a Pedalar.


(Imagem:3.bp.blogspot.com)

Meu filho até recentemente não tinha aprendido a andar de bicicleta. Numa viagem com a mãe quando ainda bem pequeno, tentando dar as primeira pedaladas, tomou um tombo daqueles, colecionou uns bons ralados e meio que ficou traumatizado. Desde então, não se interessara mais pelo camelo (como chamamos a bike aqui no Rio), sua bicicleta enferrujou e foi abandonada.

De tanto eu insistir, um belo dia, ele já com 14 anos, meio a contragosto, cedeu e fomos lá tentar resgatar esse tempo sem a companheira de qualquer criança. Encontramos na Lagoa Rodrigo de Freitas, um local gramado e aberto em que uma queda não fosse dar maiores prejuízos, nem para nós, nem para os transeuntes. Aquela dupla diferente de pai e filho iniciante, visto que ele já era maior que eu, começou com aquele processo em looping: senta, pedala, segura o selim, empurra, acompanha, solta, desequilibra, pára. Até que, em pouco tempo, lá estava ele pedalando por si só e... adorando!

Nos órgãos em que iniciei um trabalho de BPM, sempre tinha um histórico meio traumático no gerenciamento de seus processos, ou em sua tentativa. Uma consultoria havia sido contratada, ¨a peso de ouro¨, e um trabalho de mapeamento teria sido iniciado, mas engavetado, pouco tempo depois que a contratada foi embora. Ou, em meio a um projeto de melhoria, um gestor teria sido substituído e o projeto abandonado no meio do caminho. Ou, por imaturidade da equipe, o projeto se tornou longo demais, perdeu o sentido e deixado de lado. Podemos ficar aqui enumerando a quantidade de incidentes que podem tirar o ânimo de gestores e colaboradores quando ouvem falar em gestão por processos.

BPM por ser uma disciplina, em seu formato atual, relativamente nova, principalmente em órgãos públicos, deixou e deixa um rastro de tentativas e erros por seu caminho. Ao ponto de até profissionais mais experientes e arejados acharem que os gestores jamais irão atingir a maturidade necessária para tornar a gestão por processo um ciclo de melhoria e um sistema de gestão.

A resiliência é uma característica necessária a todo o profissional que deseja militar nesta área. Os erros virão, os baldes de água fria (de cima e de baixo) também, mas o importante é sempre aprender com as quedas e ter sempre a certeza que cada incidente é um degrau rumo a maturidade, e ao sucesso. Como filosofava Rocky Balboa: ¨Não importa o quão forte você golpeia, mas sim quantos golpes você aguenta levar e continuar em frente¨.

Não foi fácil para mim e meu filho, tivemos que passar por um trauma e muita insistência, mas hoje passeamos juntos de bicicleta, eu orgulhoso de ter cumprido meu papel de pai e ele curtindo o prazer e liberdade que somente quem anda de bicicleta pode entender.


Até a próxima!

3 comentários :

  1. Comecei muito tarde mesmo queria ter aprendido antes mas por sorte tive meu velho me dando apoio.

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