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BPM e a Psicologia

(Imagem:http://linguistique242.wikia.com/wiki/Psychologue) Sempre que encontro com gestores que ainda não foram alvos de projetos de modelagem de processos, ouço a mesma pergunta: “quando você vai lá dar um jeito nos meus processos?”, às vezes num tom de descrença e às vezes de desespero. Invariavelmente respondo que não posso “dar um jeito” em nada, o que faço é ajudá-lo a se ajudar. Fazendo uma analogia, em essência, é isso que faz um psicoterapeuta: permitir que o paciente compreenda os males que o afligem, por meio de análise profunda de sua situação psíquica. Da mesma forma, nos debruçamos, ao lado dos gestores e colaboradores, sobre o processo e extraímos todas as informações necessárias a sua compreensão. De posse dessas informações, ajudamos o gestor-paciente, agora já ciente dos males que afligem seus processos, a procurar soluções para obter melhores resultados: alterando ou criando novas regras, dimensionando melhor os recursos, trabalhando entradas e saí...

Construindo uma casa... e o TOGAF

Construindo uma casa... ... e o TOGAF No meu post anterior , eu comentei sobre a importância de termos representações descritivas quando estamos lidando com um sistema complexo. Por exemplo, você consegue imaginar a construção de um avião sem a realização de um planejamento detalhado? E de uma casa? Agora, imagine que desejemos construir uma casa! Podemos ter essa ideia e, imediatamente, iniciar a construção da casa? Obviamente, que não! Depois de termos essa ideia, há uma série de questões que deveremos considerar. Precisamos, por exemplo, ter um terreno e o dinheiro necessário. E, o mais importante, não poderemos fazer isso sozinhos! Necessitaremos do auxílio de profissionais capacitados para essa empreitada. Então, podemos considerar que nosso primeiro passo seja a contratação de um arquiteto! Nas primeiras conversas, o arquiteto precisará entender um pouco do nosso sonho e dará as orientações básicas para que ele seja concretizado. Por exemplo, não adia...

BPM: Aprendendo a Pedalar.

(Imagem:3.bp.blogspot.com) Meu filho até recentemente não tinha aprendido a andar de bicicleta. Numa viagem com a mãe quando ainda bem pequeno, tentando dar as primeira pedaladas, tomou um tombo daqueles, colecionou uns bons ralados e meio que ficou traumatizado. Desde então, não se interessara mais pelo camelo (como chamamos a bike aqui no Rio), sua bicicleta enferrujou e foi abandonada. De tanto eu insistir, um belo dia, ele já com 14 anos, meio a contragosto, cedeu e fomos lá tentar resgatar esse tempo sem a companheira de qualquer criança. Encontramos na Lagoa Rodrigo de Freitas, um local gramado e aberto em que uma queda não fosse dar maiores prejuízos, nem para nós, nem para os transeuntes. Aquela dupla diferente de pai e filho iniciante, visto que ele já era maior que eu, começou com aquele processo em looping: senta, pedala, segura o selim, empurra, acompanha, solta, desequilibra, pára. Até que, em pouco tempo, lá estava ele pedalando por si só e... adorando! ...

Descrevendo a Catedral de Milão

Descrevendo a Catedral de Milão O uso de representações descritivas. No artigo anterior , vimos que no momento de construirmos algo precisamos considerar a ordenação e a disposição . Ou seja, devemos ter claro, além de como as partes funcionam separadamente e unidas formando o todo, como tudo isso será organizado para que os objetivos pretendidos sejam alcançados com qualidade. Minha questão para esse artigo é: como fazer isso? Imagine, por exemplo, que desejemos construir um castelinho de blocos de madeira como esse abaixo.   Você deve concordar comigo que, nesse caso, podemos criar o projeto em nossa mente e irmos colocando bloco sobre bloco. Caso, após a colocação de alguns blocos, percebamos que a construção não está como imaginávamos, podemos, sem grande esforço, rearrumar os blocos. É claro que o mesmo não ocorre de forma tão simples na arquitetura civil. Qualquer pessoa que já tenha feito uma ob...

Planejando a Construção da Catedral de Milão

Planejando a Construção da Catedral de Milão O que é Arquitetar? No meu artigo anterior, ao contemplarmos a Catedral de Milão, refletimos a respeito da importância do planejamento ser alinhado aos objetivos traçados. Mas como esse planejamento deve ser feito? Eu pensei em exemplificar alguns elementos que precisaríamos para construir uma catedral, mas esse conhecimento está fora do meu alcance e só pensei em itens óbvios. Prefiro, então, ir direto ao ponto e dizer que temos uma palavra para resumir todo esse planejamento: Arquitetura Como estou seguindo a linha histórica nesses primeiros artigos, citarei o relato mais antigo que temos sobre esse tema que remete ao século I a.C. e foi escrito por Marcos Vitrúvio Polião na obra de " De Architectura Libri Decem" (em português: Dez Livros sobre a Arquitetura). Figura 1 . Meu exemplar da obra "De Architecture" traduzida do latim diretame...

Desafios para Inovação na Gestão Pública

Quando eu coordenei o Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização - o Gespública -, um de nossos primeiros desafios era muito parecido com o contexto brasileiro atual, no que diz respeito à viabilidade ou não de termos mecanismos de indução dos órgãos e instituições a adotarem ferramentas para melhorarem sua tomada de decisão. Apesar da ideia parecer, de início, bastante tentadora - ou seja, tornar obrigatório um mecanismo como a autoavaliação periódica da gestão, ou a modelagem permanente de seus processos, ou ainda a implantação de escritórios de projetos pela Esplanada -, há um ponto que sempre me incomodou nas conversas: a capacidade de nossos métodos acompanharem a dinâmica do seu entorno. Explico melhor, retornando um pouco ao passado. Ao assumir o escritório de processos e projetos da CAIXA, em 2002, tive um choque de realidade quando o novo superintendente declarou estar frustrado com o tempo que levávamos para concluir um projeto de modernização, ainda...

O Information Show 2016 e sua Relação com Arquitetura Corporativa

Impressões sobre o Information Show 2016 Nos dias 11 e 12 tive a oportunidade de ir ao Information Show 2016 . Encarei o evento com extrema curiosidade e com a mente totalmente aberta afinal sou uma completa leiga nos assuntos relacionados o mundo de ECM (Enterprise Content Management) que me parece ser o domínio de origem do evento e que mantém um forte foco neste aspecto. Achei extremamente interessante e serviu para reafirmar a crescente importância no que tange a organização e o ciclo de gestão das informações (do papel ao digital e daí para o seu post morten). No âmbito público a quantidade de documentos (a maioria ainda impresso) gerados é algo impressionante. Estamos falando (palavras dos palestrantes) de galpões e galpões, cada um contendo mais de 300.000 caixas de documentos que precisam ser armazenados durante 10, 20, 30 anos e alguns ad infinitum, a depender do seu tipo.  Esses documentos precisam inicialmente ser mais facilmente acessados. Neste aspecto...