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A dinâmica dos processos

"Coração das Trevas" é a obra mais conhecida do escritor Joseph Conrad, e trata da incrível jornada de Charles Marlow ao transportar marfim pelo rio Congo e tentar devolver o comerciante Kurtz à civilização. Semi-autobiográfico, o livro inspirou o cineasta Francis Ford Coppola a dirigir seu famoso "Apocalypse Now", que transporta parte das ações - e as mesmas questões psicológicas e morais - para a guerra do Vietnã. No filme Marlow torna-se Willard e sua missão é encontrar e eliminar o coronel Kurtz, militar antes exemplar mas que parece estar travando batalhas segundo suas próprias leis, à frente de uma legião de combatentes nas selvas do Camboja. Em 1991, Fax Bahr, George Hickenlooper e Eleanor Coppola lançaram um documentário fantástico chamado "Corações das Trevas", com o subtítulo "Apocalipse de um Cineasta". Vi o filme há mais de quinze anos, mas sua narrativa é perfeita para ilustrar o que ocorre com nossos processos diários ...

Inovar não é fazer diferente, é fazer a diferença

Mas não chame o comandante (que abandonou o navio) para palestrar! O que a inovação tem a ver com capacitação? Tudo? Nada? Resolvemos falar sobre isto para inspirar mais escolas de governo, e empresas que trabalham com o tema, a inovarem nas suas capacitações, promovendo assim as mudanças na gestão pública. Inovação em Capacitação Temos um conceito sobre o que é inovar em capacitação, mas antes de transcrever este conceito para o texto resolvemos “ dar um Google ” e infelizmente nossas expectativas estavam certas. Com raras exceções, como o  texto  de Roberto Agune e José Antônio Carlos, o que encontramos foram instituições utilizando o termo inovação em capacitação apenas como chamariz. Sendo que na maioria das vezes, o que fazem é apenas inserir a palavra sem que haja uma real prática inovadora no curso ou evento. Já encontramos algumas vezes o termo ser utilizado em  itálico , vai ver imaginam que é palavra de outro idioma… Desafios das Escolas de G...

IFAC e CIPFA publicam o "Framework Internacional: Boa Governança no Setor Público"

Atualmente, existe a compreensão e a aceitação ampla do importante papel que a boa governança desempenha no sucesso das organizações. Enquanto uma grande quantidade de trabalhos tem sido feitos sobre o assunto no setor privado, poucos foram os voltados para o setor público. E alguns dos que se tornaram referências e obtiveram maior reconhecimentos, surgiram do forte impacto que a má governança (e especialmente fraca gestão financeira) do setor público desempenhou na crise da dívida pública em diversos países. A IFAC (International Federation of Accountants – Federação Internacional de Contadores – www.ifac.org) e o CIPFA (The Chartered Institute of Public Finance & Accounntancy – Instituto Revisor de Finanças e Contabilidade Pública – www.cipfa.org) desenvolveram e publicaram em julho de 2014 o "Framework Internacional: Boa Governança no Setor Público" para incentivar a melhor Governança e administração das entidades do setor público, melhorando o estabelecimento e ...

XBRL - A nova linguagem das demonstrações contábeis

Nos últimos anos, as profissões ligadas às áreas contábil e fiscal têm atravessado profundas mudanças.  A convergência das Normas Contábeis Brasileiras (NBC) aos padrões internacionais de contabilidade vem equalizando a técnica contábil aplicada no Brasil aos padrões mundiais ditados pelo IASB (International Accounting Standards Board). Paralelamente, temos todas as mudanças na forma de comunicação com o fisco via obrigações acessórias digitais, implantadas pelo projeto Sped (Sistema Público de Escrituração Digital).   Mas não para por aí. As áreas fisco-contábeis e de tecnologia da informação têm mais um grande desafio nos próximos anos: dominar a linguagem XBRL (Extensible Business Reporting Language). Por outro lado, trata-se também de uma grande oportunidade de crescimento, porque essa é a linguagem digital dos negócios e já está sendo utilizada em vários países para reporte de demonstrações contábeis, financeiras e gerenciais.   Esse padrão únic...

Internet das coisas - Um desafio para a segurança e integração à Cloud

Na estreia de meu primeiro artigo sobre integração de dados abertos e sua relação com a segurança de redes e sistemas, trago um termo que está sendo cada vez mais usado nos meios tecnológicos, a “Internet of things” ou simplesmente “Internet das coisas”. Esse conceito surgiu a partir de protótipos de um laboratório do MIT e logo conquistou o coração das empresas de Cloud e Big Data. A Cisco é uma grande patrocinadora dessa nova visão tecnológica e está investindo pesado em produtos para torná-la cada vez mais acessível. Basicamente, a CoT (Cloud of Things, outro termo sinônimo a Internet das coisas) utiliza tecnologias de identificação por radiofrequência (RFID) e sensores sem fio para permitir uma comunicação mais natural entre dispositivos do dia a dia. Fonte: Wikipedia Deixe-me exemplificar: hoje um usuário normalmente possui um notebook e um smartphone conectado à Internet, e em alguns casos também um tablet. Apesar de outros disposit...

Topodata: O Banco de Dados Geomorfométricos do Brasil

O projeto Topodata oferece o Modelo Digital de Elevação (MDE) nacional e suas derivações locais básicas elaborados a partir dos dados SRTM (Shuttle Radar Topographic Mission) disponibilizados pelo USGS (United States Geological Survey) na rede mundial de computadores. Embora os MDE sejam um insumo fundamental ao conhecimento do relevo, muito de sua utilização numérica recai sobre variáveis derivadas da altimetria, como a declividade, o exemplo mais imediato. No entanto, deve-se lembrar que uso direto da elevação como fator analítico tem grande importância para espacialização de dados de temperatura, bem como estudos que envolvem hidrologia superficial, inundações e processos envolvendo movimentos gravitacionais. Como base para interpretação qualitativa, os dados altimétricos são tradicionalmente aplicados a incontáveis fins.  Muito do exercício de interpretação geomorfológica do relevo foi desenvolvido  sobre curvas de nível. Assim, pode-se acrescentar a ge...

Que Gestão Pública queremos?

(Imagem: presencial.unipar.br) A Gestão Pública brasileira vem passado, ao longo de sua história, por diversas reformas administrativas: a partir do Patrimonialismo, a Reforma Burocrática de 1938, a Reforma Desenvolvimentista de 1967, a Constituição de 1988 e, mais recentemente, a chamada Reforma Gerencial de 1995. Vivemos atualmente em uma sociedade diversificada em um mundo globalizado e interdependente, onde a indústria e agricultura dão lugar ao crescente setor de serviços e o conhecimento (capital intelectual) se torna o principal recurso a ser gerenciado. Acompanhando esta tendência e em vista de um contexto de recursos escassos, a gestão pública vem, paulatinamente, absorvendo instrumentos e princípios da iniciativa privada, num movimento conhecido como Gerencialismo. Tal movimento veio como resposta a uma crescente demanda por serviços públicos de qualidade na qual o cliente-cidadão, cada vez mais consciente de sua relação com o Estado, pudesse ser colo...