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Postagens

O FACIN e a EGD - A necessidade da transformação digital

Olá! A partir de hoje postaremos, quinzenalmente, artigos  de uma série  que abordar á o alinhamento  entre o Framework de Arquitetura Corporativa para Interoperabilidade em Apoio à Governança (FACIN) e a Estratégia de Governança Digital ( EGD ) .  Tais artigos têm  como insumo  um  trabalho  desenvolvido  pela Professora Claudia Cappelli, da UniRio,  uma das  principais  colaboradoras na construção do FACIN. Neste primeiro artigo abordaremos a necessidade de transformação digital pelas organizações, principalmente as públicas, de forma a melhor atender as demandas de serviço advindas da sociedade. A necessidade de evolução e transformação digital que as empresas – de diferentes tamanhos, mercados e localidades - estão buscando como uma melhor capacidade competitiva e posicionamento no mercado, pode ser compreendida como uma opção, em termos de: quando começar, qual velocidade adotar e melhores formas de abordar tais m...

Documentando Processos – Solução ou Problema?

Com sua origem em Organização e Métodos (O&M), o Business Processes Management (BPM) sempre deu à documentação dos processos um grande destaque. E para isso surgiram várias notações de modelagem de processos (EPC, BPMN, IDEF0, UML, etc.), formas de registro dos processos de negócio das organizações, bem como de tecnologias que cercam a matéria. Não há dúvidas quanto a importância da documentação para a gestão de processos, tendo em vista que para que possamos evoluir nossos processos, precisamos de uma base histórica, um repositório, uma metodologia de manutenção, uma filosofia para estruturar a arquitetura de processos da organização. Atualmente a notação mais utilizada em BPM é o BPMN, mantida pela Object Management Group – OMG, notação esta adotada pela  arquitetura ePING – Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico. Algumas organizações, no entanto, tem visto com certa restrição a documentação de processos, alegando que a atividade drena muito tem...

Modelo de Maturidade em Governança Corporativa e a Lei das Estatais - Parte 1

Em junho de 2016, foi sancionada a chamada Lei das Estatais,  Lei 13.303 , que dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Em fevereiro de 2017, o Governo de Minas Gerais editou o Decreto nº 47.154  para regulamentar a Lei das Estatais estabelecendo regras mais rígidas que passaram a valer de forma imediata. O desafio das organizações passa por estabelecer um roteiro para aplicar as recomendações de governança corporativa ou verificar sua aderência ao recomendado. Nesse sentido o artigo  Maturidade em Governança Corporativa: Diretrizes para um Modelo Preliminar , elaborado por Pedro Bramont e João Souza Neto (Universidade Católica de Brasília), apresenta uma série de boas práticas de governança corporativa que podem suprir esta lacuna, uma vez que permitem estruturar a evolução organizacional em etapas predefinidas e mensuráveis. ...

Uma Avaliação dos Estados do Brasil no ranking da Escala Brasil Transparente

Hoje vou falar, para aqueles que ainda não conhecem, sobre  a Escala Brasil Transparente . Trata-se de uma avaliação que estabelece o ranking de cumprimento da Lei de Acesso à Informação (LAI). Duas edições já foram realizadas, ambas em 2015. A 1a avaliação ocorreu entre os meses de março e abril e a 2a avaliação ocorreu entre agosto e novembro. Não houve mais avaliações. Uma pena. Mas trata-se (tratava-se) de uma avaliação de dois grandes itens: transparência passiva e a regulamentação da LAI nos Estados e Municípios. Ok... eu sei... mas é um começo, né ? Metodologia: 1. As perguntas Foi construído um checklist contendo 12 perguntas que cobrem aspectos da regulamentação do acesso à informação e da existência e funcionamento do Serviço de Informação ao Cidadão (SIC). Veja infográfico abaixo. E convenhamos,  para a transparência passiva o e-SIC é o mínimo, né? 2. Fazendo as perguntas Foram realizados quatro pedidos de acesso à informação (respostas sim ou n...

Por que precisamos conectar os dados publicados na Web?

  Por Thiago Ávila* No primeiro artigo desta série , abordamos a problemática da oferta de dados que vem crescendo exponencialmente no âmbito da economia digital, mas com qualidade e poder de reutilização muito baixo. Conforme já explorado, estes dados estão, predominantemente, em formato não estruturado - o que limita sua descrição e reutilização por outras aplicações e pessoas. Além disso, devido à baixa qualidade dos dados disponibilizados, o processo de reutilização tem sido caro [1].  Nesta direção, novas abordagens em torno dos dados foram sendo desenvolvidas ao longo dos anos e atualmente, busca-se o estabelecimento de um conceito de dado que possa ser amplamente utilizado sem restrições de uso e aplicações, de tal maneira que o ciclo de produção de conhecimento possa ser mais rico e aprimorado [2]. O conceito de dados abertos foi estabelecido neste horizonte e consistem de Dados que podem ser utilizados livremente, reutilizados e redistribuído por qual...